No entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a coligação formada para a disputa pelo governo do estado também vale para os outros cargos majoritários — ou seja, para o Senado.
Isso quer dizer que os partidos da aliança de Eduardo Paes (PSD) estarão apoiando o candidato a governador e seu vice, mas também os dois aspirantes a senador. Acontece que, na aliança do ex-prefeito, cinco partidos já lançaram os seus próprios pré-candidatos.
Está formada a confusão.
A legislação até permite que as legendas tenham candidaturas avulsas — mas aí, é bom lembrar, elas só contarão com os seus próprios tempos de TV. Ou seja, os partidos cedem espaço no programa eleitoral para Paes, mas o PSD não dá um segundo para os candidatos avulsos ao Senado.
Difícil é acreditar que alguém aceite essa equação.
O PT, o maior e mais forte aliado de Paes, já lançou a deputada federal Benedita da Silva (PT). O próprio presidente do PSD, deputado federal Pedro Paulo, também esticou os olhinhos para a disputa. Além disso, já foram declarados oficialmente aspirantes ao Senado Miro Teixeira, pelo PDT; Helena Vieira, pelo PSDB; e Marcos Dias, pelo Podemos.
O PSDB e o Podemos até iniciaram, ontem, uma negociação para unificar a candidatura. De acordo com os tucanos, as conversas estão bem adiantadas.
Paes pode anunciar hoje quem serão os candidatos ao Senado
Nos bastidores, a pressão só aumenta sobre o PSD.
Há quem relate a ameaça de um partido em deixar a coligação, se não conseguir emplacar seu candidato. Enquanto não há uma definição, o presidente do MDB, Washington Reis, peça-chave na estratégia do ex-prefeito na Baixada e no interior, anunciou apoio a Pedro Paulo.
Paes tem uma reunião hoje com o comando de sua pré-campanha.
A expectativa é que anuncie, afinal, quem será a (o) companheira (o) de Benedita nos santinhos do PSD.

