Depois de Rodrigo Amorim (PL) acusar parlamentares do PSOL de apresentarem emendas com assinaturas “escaneadas” por assessores, a polêmica ganhou um novo capítulo no plenário da Assembleia Legislativa (Alerj). Nesta quarta-feira (03), Flávio Serafini (PSOL), reagiu às alegações do então líder do governo Cláudio Castro (PL) na Casa.
Serafini afirmou que Amorim não teria autoridade para questionar a atuação da bancada e associou o deputado a problemas enfrentados pela gestão estadual durante o período em que integrou a base governista.
“O governo Cláudio Castro, do qual ele era líder, teve as contas reprovadas no Tribunal de Contas do Estado porque queimou três bilhões dos aposentados. Esse era o líder desse governo e vem aqui reclamar da assinatura nas emendas, que a gente deu, que a gente mantém e que são nossas”, declarou.
O deputado ainda acusou Rodrigo Amorim de tentar desviar o foco dos problemas do estado ao insistir na discussão sobre as assinaturas das emendas.
“Para de fazer galhofa! Olha para a gravidade do problema no estado do Rio de Janeiro e lava a boca para falar do PSOL”, concluiu.
Rodrigo Amorim defende a gestão de Cláudio Castro volta a falar em ‘fraude’ nas emendas do PSOL
A resposta de Amorim veio logo em seguida. O parlamentar negou as acusações feitas por Serafini, afirmou que não responde a investigações criminais e voltou a sustentar que houve irregularidades na apresentação das emendas pela bancada do PSOL.
“Vossa Excelência não pode justificar os erros e as fraudes criminosas do seu partido (…). O que tinha ontem ali era um scanner muito vagabundo e mal feito plagiando as assinaturas”, declarou.
O deputado também saiu em defesa da gestão estadual e disse ter orgulho de ter exercido a liderança do governo Cláudio Castro na Assembleia.
“Me orgulho de ter sido líder do governo Cláudio Castro, sim. Governo que fez muito pelo Rio de Janeiro”, afirmou.
Amorim acrescentou que todo governo está sujeito a falhas, mas rejeitou qualquer associação de sua atuação política à proteção de criminosos.
“Erros que tenham, não temos bandido de estimação. Que paguem!”, concluiu.

