O governador em exercício Ricardo Couto segue atuante na reestruturação dos primeiros escalões do estado. Nesta terça (05), porém, após a prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), Couto mostrou não ter apenas uma ‘caneta de ouro’, mas também uma ‘varinha mágica’. Isso porque o governador exonerou, um dia antes da operação da PF, não só Thamires Rangel (PMB), filha de Thiago Rangel, como também Marilucia Rangel Lima, irmã do parlamentar.
A irmã do deputado estadual, preso na quarta fase da Operação Unha e Carne, foi exonerada do cargo de assistente II da Subsecretaria de Conscientização Ambiental, onde recebia, mensalmente, um salário de R$ 11,5 mil, e era subordinada da própria sobrinha, nomeada por Cláudio Castro (PL) como subsecretária adjunta. A decisão foi publicada nesta terça-feira (5) no Diário Oficial.
PF investiga um suposto esquema de “caixa 2”
Ainda durante a investigação, a Polícia Federal apontou a existência de um suposto esquema de “caixa 2” que teria sido prometido por Rodrigo Bacellar (União) a Thiago Rangel para financiar a campanha eleitoral de sua filha, Thamires Rangel, à Câmara de Campos dos Goytacazes, em 2024.
Segundo a PF, os valores teriam chegado a R$ 2,9 milhões.


