A Justiça Federal estabeleceu o prazo de 30 dias para que o Estado do Rio de Janeiro retire todos os materiais e bens que possam atrapalhar as obras de restauração da Estação Leopoldina, no Centro. A decisão destaca, especialmente, uma fábrica de aduelas instalada em um galpão anexo.
Além da limpeza imediata da área, o estado está proibido de depositar novos entulhos no local e deve garantir o livre acesso de técnicos e equipes responsáveis pelos estudos de requalificação da estação. Caso a ordem não seja cumprida, o governo estadual fica sujeito a uma multa diária de R$ 30 mil, com teto de R$ 3 milhões.
A sentença atende a um pedido do Ministério Público Federal (MPF). Segundo a União, a presença dos materiais no entorno trava o cronograma do projeto de requalificação da Estação Leopoldina, desativada desde 2001. O espaço deve começar a receber, em breve, uma reforma realizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com a Prefeitura do Rio.
O banco iniciou, em fevereiro, os estudos técnicos junto a um consórcio liderado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para definir a viabilidade econômica e o destino do espaço. O projeto de revitalização busca transformar o terreno de 124 mil m² em um polo de uso múltiplo. A Estação Leopoldina — cujo nome oficial é Estação Barão de Mauá — foi inaugurada em 1926 e é tombada como patrimônio do país desde 2008.
Com informações do jornal “O Globo”.

