O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) condenou três policiais militares por fraudarem a cena do crime no caso da morte da designer Kathlen Romeu, em 2021. A decisão reverte a absolvição anterior da Auditoria Militar.
Os agentes Rodrigo Correia de Frias, Marcos Felipe da Silva Salviano e Rafael Chaves de Oliveira foram condenados a dois anos e 15 dias de prisão em regime aberto, com suspensão condicional da pena por três anos.
O colegiado acolheu um recurso do Ministério Público do Rio (MPRJ) e concluiu que os policiais violaram a integridade do local do crime ao apresentarem munições e um carregador de fuzil à Delegacia de Homicídios. Segundo a decisão, a intenção era simular um confronto com traficantes que, de acordo com o tribunal, não ocorreu.
A denúncia contra os policiais acusa os agentes de tentarem sustentar uma tese de legítima defesa para dificultar a investigação sobre o disparo que atingiu Kathlen Romeu. A jovem de 24 anos, que estava grávida de 13 semanas, foi morta enquanto caminhava com a avó no no Beco do 14, no Complexo do Lins.
Além desta condenação por fraude processual, dois dos agentes envolvidos — Frias e Salviano — ainda aguardam julgamento pelo Tribunal do Júri pela morte da designer. A investigação paralela já confirmou que o tiro que atingiu Kathlen Romeu partiu do fuzil de um dos policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). A defesa dos policiais ainda pode recorrer da decisão.

