Poucos dias após se envolver em polêmicas relacionadas ao caso de estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana — ao qual seu filho é um dos acusados — o ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do governo de Cláudio Castro, José Carlos Costa Simonin — desapareceu. Segundo a esposa de Simonin, ele teria desaparecido no início desta terça-feira (10) e estaria desorientado e possivelmente em surto.
A base do Segurança Presente de Copacabana recebeu informações de que o ex-subsecretário foi visto pela última vez no bairro, na Zona Sul do Rio. Segundo o comunicado divulgado pela mãe de Vitor Hugo — acusado de envolvimento no estupro coletivo —, a família pede que qualquer pessoa que tenha informações sobre o paradeiro Simonin entre em contato imediatamente.
“Meu marido sumiu. Estamos contando com a ajuda de amigos para localizar”, afirmou a esposa do ex-subsecretário.
O alerta divulgado pela família traz dados como: nome, sexo, condição psicológica e onde mora Simonin.
Polêmicas envolvendo o caso de estupro coletivo em Copacabana
O desaparecimento ocorre poucos dias após Simonin se envolver em polêmicas relacionada ao caso de estupro coletivo ocorrido em Copacabana no dia 31 de janeiro. O ex-subsecretário é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, um dos jovens acusados de participar do crime. Ao concluir a investigação, a 12ª DP (Copacabana) indiciou Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho por estupro qualificado cometido em concurso de pessoas.
Nos últimos dias, o advogado da vítima, Rodrigo Mondego, afirmou ter sido alvo de agressões verbais enviadas por Simonin nas redes sociais. Em uma troca de mensagens divulgada pelo advogado, o ex-subsecretário teria escrito: “Você também está querendo cinco minutos de fama. Vai trabalhar para pagar ‘às’ (sic) suas contas, vagabundo.”

O ex-subsecretário estadual também foi acusado de ameaçar uma militante da causa feminista nas redes sociais. O caso foi registrado na 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), responsável pela investigação do estupro coletivo. Segundo o relato, a mulher publicou um story no Instagram comentando o caso quando recebeu uma resposta do ex-subsecretário: “Ela é sua filha? É a sua cara. Kkk esconde esses peitos, independente”.

Com informações do Jornal O Globo.

