Em relatório enviado ao Superior Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal detalha a apreensão de sete armas de fogo e 273 munições de diferentes calibres relacionadas ao nome do deputado estadual Rodrigo Bacellar (União) — presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A Operação Unha e Carne I — que levou a prisão e afastamento do parlamentar — também recolheu, à época, R$ 90.840 em espécie.
O armamento inclui duas armas apreendidas durante o cumprimento dos mandados — uma pistola Taurus calibre .38 e outra pistola Taurus 9mm, além de 150 munições de 9mm, 72 de calibre .38 e chumbinho — e três que estavam acauteladas em nome do parlamentar — um revólver Rossi J120771; um revólver Surus ADE32013 e uma pistola Glock BRCF039, todas com certificados de registro, além de 32 munições de calibres 9mm, .50, .357 e .38.
No momento da prisão, os agentes também recolheram uma pistola Taurus GX4 calibre 9mm, acompanhada de 19 munições e dois carregadores. Em endereço ligado a Bacellar, foi apreendida ainda uma carabina Taurus com carregadores e munições. O parlamentar tinha porte de arma.
Armas apreendidas ou relacionadas em nome de Rodrigo Bacellar (União)
- Pistola Taurus GX4 9mm
- Carabina Taurus
- Revólver Rossi (acautelado)
- Revólver Surus (acautelado)
- Pistola Glock (acautelada)
- Pistola Taurus calibre .38
- Pistola Taurus 9mm
PF afirma que Bacellar liderava ‘núcleo político’ do CV
O relatório de 188 páginas entregue pela PF ao STF — no qual Bacellar é indiciado por vazamento de informações sigilosas sigilosos da Operação Zargun, que prendeu o ex-deputado conhecido como “TH Jóias” em setembro — também afirma que o deputado exerceria “a liderança do núcleo político” do Comando Vermelho (CV).
Segundo a PF, Bacellar seria responsável por “fornecer a interlocução política necessária à blindagem das ações da horda” e teria como “maior ativo” a sua capacidade de articulação. O caso envolvendo o parlamentar e o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva é classificado pela corporação como “o retrato perfeito da espoliação dos espaços públicos de poder pelas facções criminosas no Rio”.
Em nota, o advogado de Bacellar (União), Daniel Bialski, afirmou que é “inexiste qualquer elemento probatório para pretender lhe imputar qualquer participação em ilicitude e ou vazamento, ao contrário, só há ilações desamparadas”. A defesa classificou o indiciamento como “arbitrário e abusivo”.
Além de todo o armamento dinheiro, a operação apreendeu celulares, computadores, tablet, equipamento bloqueador de sinal, mídias digitais, documentos, porte de arma e passaporte.
Com informações do Jornal O Globo.

