Abandonado no altar pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) — que chegou a cortejá-lo para vice, mas, por fim, escolheu Jane Reis, do MDB — o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP), entra no radar agora da chapa adversária, que deve ser encabeçada pelo secretário estadual das Cidades e deputado estadual licenciado Douglas Ruas (PL).
O rapaz sai em vantagem. O senador Flávio Bolsonaro (PL), que manda chover e parar de chover na direita fluminense, é simpático ao seu nome.
Flávio diz que Wladimir foi fiel ao seu pai, Jair Bolsonaro (PL), na campanha de 2022.
Em 2024, um vídeo de apoio mudou a história da campanha
Na eleição passada, o senador mudou os rumos da campanha em Campos, ao gravar um vídeo em apoio à reeleição de Wladimir Garotinho. Na ocasião, seu partido já tinha se comprometido a seguir com a Delegada Madeleine, do União Brasil de Rodrigo Bacellar, adversário histórico dos Garotinho em Campos.
Depois do vídeo de Flávio, o PL, mesmo contrariado, passou a integrar a aliança de Wladimir.
“Sou muito grato pelo que você fez conosco, o apoio que nos deu em 22, organizando a cidade para nos receber tão bem. Agradecer a todos de Campos, que nos deram tamanha votação. Na política, temos que retribuir a quem nos ajuda em todos os momentos, nos bons e nos ruins”, disse o senador na gravação que catapultou a reeleição do moço.
A vantagem de Wladimir Garotinho em relação a Rogério Lisboa, também do PP
Wladimir, embora cortejado por Paes, não colocou a aliança de noivado no dedo. Manteve-se à distância, esperando a decisão do prefeito do Rio.
Já outro cotado, o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa, acabou fora dos planos da direita fluminense — justamente por ter se apresentado com Paes em eventos públicos de pré-campanha.
Numa disputa tão acirrada, não basta ser, é preciso parecer leal à turma.

