Findo o carnaval, das cinzas pode ressurgir o julgamento do caso Ceperj no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — quando estará em foco a contratação de milhares servidores temporários pela fundação estadual, com finalidade eleitoral, na campanha de 2022. Entre os políticos que desfilaram pelos bastidores da Marquês de Sapucaí neste carnaval, o enredo vencedor foi a possibilidade de condenação do governador Cláudio Castro (PL) — com a provável decisão por sua cassação e inelegibilidade.
Em novembro, a relatora Isabel Gallotti havia votado neste sentido, mas o ministro Antônio Carlos Ferreira pediu vista. Entre os aliados de Castro, havia grande esperança de que, ao devolver o processo, Ferreira votasse a favor do governador. Nas últimas semanas, porém, o prognóstico mudou. Para piorar, as novas notícias sobre a ministra Estela Aranha também são desfavoráveis ao governador.
O prazo da vista de Ferreira vence na próxima segunda-feira (23). Estão mantidas as expectativas de votos favoráveis de Kassio Nunes Marques e André Mendonça, mas contrário de Cármen Lúcia.
Se as contas estiverem certas, Castro pode renunciar antes de o julgamento ser retomado.
Essa, sim, é a maior expectativa na política do Rio. E, neste caso, por unanimidade.

