A Prefeitura do Rio abriu, nesta sexta-feira (06), uma nova licitação para escolher os operadores de ônibus da Zona Oeste. O edital da Secretaria de Transportes prevê um investimento estimado em R$ 577 milhões para renovar frotas em três lotes: um em Santa Cruz e dois em Campo Grande.
Os contratos terão validade de dez anos. A licitação projeta um aumento significativo na oferta de ônibus. No lote de Santa Cruz, por exemplo, a previsão é de que a frota local aumente de 67 para mais de 200 veículos. Em Campo Grande, as linhas locais aumentam de 37 para cerca de 160 ônibus, enquanto linhas que passam por outros bairros devem aumentar de 95 para 150 veículos.
As novas operadoras vão usar as garagens de ônibus que a prefeitura vai instalar em imóveis desapropriados recentemente pelo prefeito Eduardo Paes (PSD).
Licitação prevê novos modelos de contrato; modelo antigo deve ser extinto até 2028
A escolha das garagens é um dos pontos em que a nova licitação difere da de 2010. O controle sobre as garagens e a bilhetagem eletrônica, que antes ficavam com as empresas, agora está com a prefeitura. Segundo a Secretaria, todos os novos contratos com empresas de ônibus acontecerão de acordo com esse novo modelo daqui para frente. A previsão é de que os modelos antigos sejam extintos até 2028.
A licitação também redefine a divisão da cidade para fins operacionais. Ao invés da separação em quatro consórcios regionais, agora a operação passa a seguir uma divisão de 34 lotes específicos em pontos diferentes do Rio.
Para garantir o serviço enquanto os novos contratos não são firmados, o Consórcio Internorte assumiu parte das linhas. A Mobi-Rio, que administra o BRT, deve alugar cerca de 100 ônibus pelos próximos dois anos para reforçar o atendimento aos passageiros.
As mudanças acontecem em meio a um cenário de crise envolvendo, sobretudo, duas empresas de ônibus que operam na cidade: a Real Auto Ônibus e a Transportes Vila Isabel. As duas empresas tiveram sua garagem lacrada pela prefeitura no último sábado e as contas bloqueadas pela Justiça por conta de irregularidades.
Com informações do jornal “O Globo”


