A guerra está declarada em Maricá — um enclave petista no território fluminense há quase duas décadas. O prefeito Washington Quaquá (PT) exonerou mais de 20 comissionados que estavam lotados no gabinete de seu vice, João Maurício de Freitas, o Joãozinho (PT), e mais uns dez indicados pelo ex-prefeito Fabiano Horta (PT). Joãozinho também foi presidente estadual do partido até agosto de 2025. A maioria das exonerações foi publicada na edição de terça-feira (03) do Jornal Oficial de Maricá (JOM).
As primeiras bombas foram lançadas com a confirmação da pré-candidatura de Fabiano a deputado federal — cargo que será disputado pelo filho de Quaquá, Diego (que sucedeu Joãozinho na presidência do PT), e pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), o ex-ministro Celso Pansera. A pré-candidatura de Fabiano conta com o apoio de Joãozinho.
Como Maricá é pequena demais para três federais, o alcaide saiu em contra-ataque.
Primeiro, passou a criticar abertamente a gestão do antecessor, em discursos e nas redes sociais. Agora segue com uma série de postagens, algumas ainda bem diretas contra Fabiano, outras nem tanto. Numa delas, curiosamente, Quaquá ilustra com uma foto do personagem Tony Soprano, protagonista da série “Família Soprano”, chefe de uma família mafiosa de Nova Jersey. Ironia pouca é bobagem.

A cidade — que já passou por duas gestões de Quaquá (está na terceira) e duas de Fabiano Horta — está rachada. Pelo visto, só as urnas dirão, em outubro, quem ganhou a batalha entre as diferentes frentes do mesmo partido.

