Continua nesta terça (04) a paralisação conjunta de médicos e enfermeiros da Atenção Primária à Saúde do Rio. Profissionais da categoria cobram medidas para melhorar as condições de trabalho e atendimento, além de reajuste salarial. A paralisação começou nesta segunda (02) e recebeu aval do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) para continuar acontecendo, com percentual de 30% em atividade e 70% paralisado.
Os profissionais reivindicam que a Prefeitura do Rio cumpra acordos estabelecidos com os sindicatos de médicos (SindMed) e enfermeiros (SindEnf) e adote medidas mais efetivas para enfrentar a sobrecarga das equipes na Atenção Primária.
Em manifestação realizada em frente ao Super Centro Carioca de Especialidades, em Benfica, os profissionais levantaram cartazes cobrando diálogo com a gestão municipal e afirmaram ter sofrido “ameaças” desde o anúncio da paralisação.
Prefeitura diz que responsabilidade é das OS; sindicatos decidem se paralisação vai seguir
Nesta terça (03), os sindicatos da categoria decidem se a paralisação segue para os próximos dias. Na audiência da TRT-1, os profissionais concordaram em participar de uma reunião na próxima terça (10), na sede da prefeitura, com representantes da gestão municipal e das organizações sociais (OS) para discutir as demandas.
Até a realização desse encontro, ficou acordado que não haverá demissões nem desconto dos dias parados. Uma nova audiência no TRT-1 foi marcada para o dia 24 de fevereiro, para acompanhar as medidas da prefeitura e as posições dos sindicatos.
Por ora, a posição da Prefeitura do Rio foi de que não pode firmar acordo coletivo de trabalho e atribuiu às OS a responsabilidade pela negociação com os profissionais. Enquanto isso, as OS disseram estar dispostas ao diálogo, mas alegaram depender de repasses financeiros e de limitações contratuais impostas pelo próprio município.

