A Unimed Ferj transferiu 20 mil usuários para a Unimed Leste. A medida engloba moradores das cidades de Niterói, São Gonçalo, Maricá, Rio Bonito, Itaboraí, Silva Jardim e Tanguá, na Região Metropolitana do Rio. O processo começou no dia 12 de janeiro e foi determinado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para diminuir os efeitos crise que atinge a Unimed Ferj.
A Unimed Leste divulgou que um plano de transição está sendo elaborado para que as mudanças ocorram com impacto mínimo e eficiência máxima. Usuários de fora da cidade do Rio e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, também devem ser transferidos para outras operadoras do grupo.
Com a mudança, a Unimed Leste passa ser responsável pelas autorizações e agendamentos de procedimentos, consultas, tratamentos, exames e terapias. Os antigos usuários da Unimed Ferj receberão carteiras virtuais da nova operadora por meio de uma atualização automática do aplicativo disponibilizado pelo grupo.
Assuntos envolvendo questões administrativas seguirão a cargo da Unimed Ferj. Entre os casos, estão mudanças de endereço, inclusão de dependentes, alterações de cadastro, emissão de segunda via de boletos e questões financeiras. As informações são do jornal O Globo.
Crise atinge a Unimed Ferj desde 2024
Clientes da Unimed Ferj sofrem com problemas nos atendimentos desde 2024. Relatos de adiamento e cancelamento de consultas e cirurgias foram compartilhados por beneficiários da rede. Além disso, pacientes com câncer tiveram o atendimento interrompido por cerca de dois meses.
No início deste ano, cerca de 40 hospitais hospitais e clínicas ligados à Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (Aherj) decidiram se descredenciar da empresa de planos de saúde. A medida prevê que os atendimentos sejam suspensos em um prazo de até 30 dias.
A Unimed Ferj repudiou a medida e afirmou que “a interrupção coordenada do atendimento é uma prática inaceitável. Trata-se de uma forma de pressão organizada que restringe o acesso a serviços de saúde, desrespeita a autonomia dos prestadores e usa o paciente como instrumento de barganha, colocando em risco a continuidade da assistência e a segurança dos atendimentos”.

