Preso pela Polícia Civil nesta quarta (28) e acusado de participar de uma rede de exploração sexual de menores, Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho, de 45 anos, é professor e tem uma longa trajetória trabalhando para parlamentares. Antes da prisão, ele estava no gabinete da deputada federal Talíria Petrone (PSOL), que anunciou a exoneração do assessor nesta tarde.
Ele é lotado oficialmente em gabinetes pelo menos desde 2015, quando foi nomeado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) como assessor do deputado estadual Flávio Serafini (PSOL). Ele atuou como chefe de gabinete do parlamentar.
De 2019 em diante, Carlos Alberto se tornou assessor parlamentar de Talíria. Na Câmara dos Deputados, foi promovido ao longo dos anos, recebendo atualmente R$ 13.453,04 de salário mais auxílio de R$ 1.860,44.
Como chefe de gabinete de Serafini, Carlos Alberto participou do processo de elaboração do Relatório da Comissão Especial sobre a Baía de Guanabara, em 2016.
Professor do município, do estado e estudioso do pré-sal
Antes do trabalho com parlamentares, o acusado atuou como professor nas redes municipal e estadual de ensino. Entre 2010 e 2015, também trabalhou como pesquisador e coordenador no Instituto Brasileiro de Análise Social e Econômica (Ibase), sendo coordenador do projeto Observatório do Pré-sal e da Indústria Extrativa Mineral.
Sua atuação neste campo é extensa. Fez mestrado na Universidade Federal Rural do Rio (UFRRJ) com dissertação sobre os impactos da atividade da mineração de ferro da Anglo American em Conceição do Mato Dentro (MG). Especializou-se ainda mais no assunto em seu doutorado, na mesma instituição, com o tema “a financeirização da mineração de ferro e seus efeitos no Brasil”.
‘Contribuição trotskista’ e eventos sobre impacto ambiental da mineração
Carlos Alberto é graduado em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), onde apresentou um trabalho intitulado “Uma contribuição trotskista ao programa da revolução brasileira”.
A experiência acadêmica levou o acusado a participar de diversos eventos focados em mineração e impactos ambientais, tanto no Brasil quanto na América Latina. Por exemplo, discutiu a tragédia humana e ambiental de Mariana (MG), num evento realizado em 2015.
O que disseram Flávio Serafini e Talíria Petrone
Procurada, a equipe do deputado Flávio Serafini enviou uma nota sobre o caso. Confira:
“Recebi a notícia com surpresa e repudio veementemente qualquer forma de violência ou abuso sexual. A pessoa investigada não possui vínculo com o mandato há mais de 7 anos e, durante sua passagem (2015-2019), nunca houve qualquer registro de conduta inadequada. Presto minha solidariedade às vítimas e defendo a apuração rigorosa para que os culpados sejam punidos na forma da lei. A direção do PSOL já encaminhou o caso à comissão de ética, afastando imediatamente o filiado do partido”, comunicou o deputado.
Talíria Petrone também se posicionou sobre o caso e disse que não compactua “com qualquer forma de violência, em especial contra meninas e mulheres”. Confira, na íntegra, o posicionamento da parlamentar:
“Fui surpreendida na manhã de hoje com informações sobre a operação da Polícia Civil decorrente de investigações que seguem em curso sobre exploração sexual. Determinei a exoneração do assessor citado no processo, enquanto aguardamos a elucidação dos fatos.
Minha vida é e sempre foi pautada pela defesa intransigente das mulheres e de seus direitos. Expresso minha total solidariedade à vítima e à sua família. Não compactuamos com qualquer forma de violência, em especial contra meninas e mulheres. Nunca compactuaremos!
As investigações devem ser conduzidas com transparência, rigor e independência, respeitando o devido processo legal e garantindo a apuração dos fatos com base nas provas.
Seguiremos lutando contra toda violência que chega nas mulheres e meninas.”
Outro assessor foi preso pelo mesmo crime
O professor não foi o primeiro assessor parlamentar a entrar na mira da polícia por causa da suposta participação na quadrilha de exploração sexual. Antes dele foi preso, acusado inicialmente de estupro de vulnerável, o assessor Matheus Rodrigues Gonçalves, lotado no gabinete do vereador Professor Túlio (PSOL-Niterói). O político exonerou o acusado assim que o caso veio à tona.
A quadrilha é acusada de aliciar menores, inclusive filmando agressões para fazer chantagem. Segundo a Polícia Civil, os acusados se diziam “senhores”, enquanto as vítimas eram qualificadas como “escravas”.
Comentários 8
Me desculpa mais tenho que falar como rodoviário que sou do sistema BRT Rio, esse bosta do presidente da sintraturb nunca fez nada pelo rodoviário, desde que assumiu a categoria no Rio de janeiro, eu dou maior apoio ao novo sindicato que vai representar o sistema BRT…
Eu estaria de acordo, até porque o sindicato sempre vai a favor dos empresários e nunca dos motoristas, por isso esse perrengue todo que o povo rodoviário passa. Eles não sabem a força que tem, mas infelizmente uns e outros aceitam as migalhas e não entram em greve, porque se todos parassem, eu duvido que essa covardia não iria acabar. Sem contar que deveria existir um sindicato só para todos, assim não teria essa diferença de salário entre Rio e Baixada, fora os descontos que também são diferentes.
Eu fui rodoviário quase 6 anos sendo descontado todo mês para um sindicato patronal, que nunca fez nada pelo os rodoviarios, os rodoviarios pediam 10% de aumento aí ele viam com uma história que conseguiram apenas 6% mais já estava tudo tramado, e assim que funciona este sindicato eu concordo em ter outro sindicato sim, só que o presidente tem ser apenas motorista nada de inspetor e outros que não sejam motorista.
Sindicato nenhum protege os trabalhadores
Nas eleições sindical, tem que gerar ir lá votar e tirar ele.
Vamos pelos caminhos certos.
Sou Contra Sindicatos e Contribuições Sindicais.
Seria mais fácil criar uma associação sem fins lucrativos e com prestações de conta mensalmente aos seus associados.
E que todas reuniões pra discutir aumentos de salário da categoria fosse transmitida ao vivo prós associados.
E também fosse gravadas.
Ahh! Falsidade de documentos? Na época da litoral Rio do grupo redentor na época de eleição chamavam os funcionários no DP e falavam para assinar uma lista e diziam que era para comprovar que tínhamos recebido o contra- cheque, era só no mês e esse papel era levado para os interessados, e na redentor que o Jorge Fusquinha, colocou Ricardo Vagner, Iracema, Marquinhos queixudo, lacraia tudo em prol de um sindicato de um sindicato melhor né? Só que não, ao fazer uma investigação sobre o quanto essa gente ganha em cima de acordos que o trabalhador mesmo não sabe vcs irão entender o desespero deles então pare de hipocrisia e o Sebastião tá nervoso pq a concorrência pode enfraquecer os interesses deles só isso!
Sou funcionário da CMTC/Mobi Rio, e acho válido o sindicato, temos que ter pessoas que trabalham no sistema BRT brigando por melhorias para os colaboradores!