A Companhia de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep), empresa municipal da maior cidade da Região Serrana, publicou um edital para a contratação de serviços de manutenção e manejo de áreas verdes — com um rigor técnico que chama a atenção.
Os concorrentes deverão estar aptos a fazer a tomografia computadorizada de árvores, uma técnica de diagnóstico não invasiva que permite “enxergar” o interior dos troncos.
Precisão no diagnóstico é exigência da licitação
O serviço de tomografia, embora represente 5,66% do valor total da planilha, foi classificado como um item de alta relevância técnica.
Mas, de acordo com quem entende do riscado, pode, na verdade, significar um funil na apresentação das propostas — afinal, quantas empresas têm a capacidade de fazer tomografia em vegetais?
O objetivo, segundo a companhia, é evitar quedas de árvores que aparentam estar saudáveis externamente, mas que possuem compromecimento estrutural interno, como fungos ou cavidades.
Experiência prévia comprovada é condição para habilitação
Para garantir a segurança dos laudos, a Comdep estabeleceu critérios rígidos de habilitação. As empresas interessadas devem comprovar experiência prévia por meio de atestados de capacidade técnica que demonstrem a execução de, no mínimo, 50% do quantitativo previsto no edital para este serviço específico.
“A exigência de tomografia eleva o padrão de manejo na cidade, permitindo decisões baseadas em dados científicos antes de qualquer poda ou supressão”, afirma o corpo técnico da companhia de Petrópolis.
O rigor técnico, ainda segundo a justificativa, evitaria riscos em áreas de grande circulação e preservação histórica, onde o manejo inadequado ou a falta de diagnóstico preciso podem resultar em acidentes, especialmente em períodos de fortes chuvas e ventos na Região Serrana.

