Funcionários terceirizados de pelo menos dez unidades de saúde do Estado do Rio ficaram com o “nome sujo” na virada de 2025 para 2026 por conta de um suposto problema no repasse de valores de empréstimos. Os profissionais trabalham em unidades administradas pela Organização Social (OS) Ideas.
Eles afirmam que os valores de parcelas de consignados são descontados direto na folha de pagamento, mas não estariam sendo repassados às instituições financeiras. Por conta do problema, alguns dos funcionários chegaram a ficar negativados no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).
A OS Ideas (Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde) é responsável por hospitais estaduais, municipais e UPAs. O grupo coordena unidades estratégicas da rede pública no estado, como os Hospitais Estaduais Alberto Torres, em São Gonçalo; Roberto Chabo, em Araruama; Zilda Arns, em Volta Redonda; e João Batista Cáffaro, em Itaboraí.
Empresa responsável por hospitais disse que vai verificar remessa de valores
Em resposta, o grupo Ideas disse não ter identificado irregularidades, mas informou que vai abrir procedimentos internos para apurar “eventuais inconsistências administrativas”. A OS disse que já está em contato com as instituições financeiras responsáveis pelos consignados e que abriu uma “verificação técnica dos fluxos envolvidos” para conferir os dados de remessa dos valores.
“O Ideas esclarece que atua em estrita observância às normas aplicáveis, mantendo rotinas internas de processamento e conferência de folha, com mecanismos de controle e rastreabilidade das informações necessárias ao cumprimento das obrigações operacionais”, informou, em nota, a organização.

