ATUALIZAÇÃO às 12h37 para inclusão do posicionamento de Edson Santos
O ex-vereador petista Edson Santos não conseguiu se reeleger em 2024, mas não ficou fora da política municipal. O moço ganhou um lugar quentinho na Secretaria Especial de Direitos Humanos e Igualdade Racial do governo Eduardo Paes (PSD) e vai ganhar pelo menos R$ 13 mil mensais.
Na pasta, comandada pelo correligionário Adilson Pires, Santos vai trabalhar na Coordenação de Promoção da Igualdade Racial. Ou seja, o PT amplia seu espaço no governo Paes, mesmo após mais da metade de sua bancada na Câmara de Vereadores votar contra o projeto que permite armar a Guarda Municipal, defendido pelo prefeito.
Fiscal ferrenho do governo municipal, o vereador Pedro Duarte (Novo) ironizou a nomeação. Para ele, Santos garantiu a vaga ao votar sempre de forma favorável aos projetos do executivo — mesmo que isso fosse contrário à essência do seu partido.
“É impressionante: o vereador votou a favor do prefeito em tudo enquanto estava no legislativo, até mesmo contrariando sua própria militância. Está explicado por quê. Perdeu a eleição, mas ganhou cargo na Prefeitura do Rio”, afirmou o parlamentar.
Edson Santos se manifesta
Após a publicação, Edson Santos procurou a redação do TEMPO REAL e afirmou que “o PT se define como aliado da gestão do prefeito Eduardo Paes, parceiro do governo Lula. Neste cenário atuei como líder da bancada do partido na Câmara dos Vereadores na legislatura anterior e defendi mensagens do Executivo enviadas à casa. Não me arrependo de ter feito e não aceitarei insinuações a respeito de minhas posições”.
“Quanto à familiaridade com a pauta da Igualdade Racial, vale reforçar aos esquecidos ou pouco informados, como parece ser o caso do vereador Pedro Duarte, que o Rio foi a primeira cidade a ter feriado no dia 20 de novembro, ainda em 1995, por conta de uma lei de minha autoria e hoje esta data é feriado nacional”, afirmou Santos.
Por fim, Edson Santos afirmou que, junto com o secretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial, Adilson Pires, assume, com a nova função de coordenador, a missão de coordenar a construção do Centro Cultural Rio África no terreno da extinta maternidade Pró-Matre na Praça Mauá além de diversas outras iniciativas para a redução das desigualdades.

Também, vamos combinar: num universo de 513 parlamentares federais, o NOVO tem 4 parlamentares (vontade de rir); na bancada municipal do Rio, de 51 vereadores, o partido tem apenas 1 vaga (vontade de gargalhar).
Que representação é essa? Dá para intervir em alguma coisa???
kkkkkkk