Assim como no União Brasil, a infidelidade pode ser cobrada na ponta da faca pelo PDT. Se a delegada-deputada Martha Rocha for mesmo nomeada secretária de Eduardo Paes (PSD) — como o prefeito carioca disse ser um de seus sonhos — o primeiro suplente, Ricardo da Karol, assumiria a vaga.
Não fosse o fato de o moço ter abandonado o progressista PDT para disputar a Prefeitura de Magé pelo bolsonarista PL. O ministro da Previdência Social e eterno presidente do PDT, Carlos Lupi, não engoliu a manobra. Ricardo perdeu a eleição e a vaga na Assembleia.
Se Martha for para o executivo, o convocado será o segundo suplente, o ex-deputado Wanderson Nogueira, ex-PSOL.
Também existe a chance de Vitor Júnior ser nomeado secretário em Niterói — há especulações sobre essa possibilidade. Neste caso, o ex-deputado e ex-prefeito Jânio Mendes também voltaria à Assembleia.
Mas, aí, já é outra história.
O aval do TSE
Como se sabe, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu, no último dia 12 de novembro, que o candidato que fica na lista de suplentes numa eleição, troca de partido durante a janela partidária e depois é alçado à condição de titular do cargo não pode exercê-lo — pois a vaga pertence à sua antiga legenda.