Novas operações policiais? O Rio terá, sim senhor. Depois da Operação Contenção — que resultou em 122 mortos numa ação nos complexos da Penha e do Alemão — e da Barricada Zero, a cúpula do Palácio Guanabara já estabeleceu os próximos alvos no combate ao crime organizado.
Está no forno a Operação Cerco, contra roubos com o uso de motos — uma praga urbana dos nossos tempos. Mas, antes de pôr os agentes nas ruas parando motociclistas a esmo, um protocolo está sendo preparado para separar o crime de infrações administrativas de trânsito.
Com o uso, inclusive, de tecnologias inéditas.
Quando os policiais pararem uma moto sem ligação com o crime — mas com os impostos atrasados, por exemplo — ela será identificada com um chip, mas não apreendida. Assim, o dono, muitas vezes um trabalhador, terá tempo para regularizar a situação.
Enquanto isso, os agentes de segurança terão a possibilidade de monitorar a moto — e saber, a qualquer hora, onde ela está.
Operações policiais vão buscar os fuzis
Uma outra ação de grande porte está sendo preparada para encontrar — e apreender — as chamadas armas de guerra, como os fiuzis.
Só entre janeiro e outubro de 2025, as forças de segurança do Rio encontraram 789 fuzis, alcançando o maior volume de apreensões desde 2007. Em comparação com o mesmo período de 2024, quando 642 fuzis foram tirados de circulação, houve crescimento de 23%.

