Líder do PL no Senado, Carlos Portinho só foi comunicado oficialmente que não teria legenda para tentar a reeleição menos de duas horas antes do anúncio da chapa da direita para as eleições de outubro, com Cláudio Castro (PL) e Márcio Canella (União Brasil) como pré-candidatos. Até então, havia indícios e conversas sobre o assunto, mas o senador diz que ninguém havia batido o martelo.
“Eu participo de todas as conversas do partido. Eu sou líder do PL há seis anos, líder do governo Bolsonaro”, disse Portinho, por volta das 16h, com alguma tristeza na voz. “Tudo o que eu posso dizer é que a gente tem que estar unido. Maior do que a minha eventual frustração será certamente a minha gratidão ao presidente Bolsonaro e a minha vontade de vencer essas eleições com o Flávio Bolsonaro”.
Em 2018, Portinho era suplente; como titular, foi um bolsonarista dedicado
Portinho era suplente de Arolde de Oliveira (PSD), eleito senador na onda bolsonarista de 2018. Ele assumiu como titular do cargo em 2020, quando Arolde morreu em decorrência de complicações da Covid-19. Filiou-se ao PL e foi um dedicado soldado bolsonarista no Senado.
Embora todas as informações dessem conta de que ele seria preterido por Cláudio Castro na disputa de outubro, Portinho continuou fazendo pré-campanha, especialmente no interior.

