A Polícia Civil do Rio indiciou, nesta quinta-feira (22), a turista argentina Agostina Paez por injúria racial. O inquérito foi concluído pela 11ª DP (Rocinha) e encaminhado ao Ministério Público. Uma amiga da advogada também foi indiciada por dar falso testemunho.
O caso começou a ser investigado no dia 14 de janeiro, quando o gerente de bar em Ipanema procurou a delegacia. Segundo ele, a turista teria feito ofensas raciais durante uma discussão no estabelecimento.
De acordo com a polícia, a confusão teve início após discordância sobre o valor da conta. Durante o episódio, a vítima passou a gravar as ações da turista, que aparece nas imagens fazendo gestos e proferindo insultos de cunho racial.
Com base nos depoimentos, nas gravações e em outras diligências, os investigadores concluíram que há elementos suficientes para caracterizar a injúria racial, crime que é equiparado ao racismo.
Turista argentina está usando tornozeleira eletrônica
Por determinação da Justiça, Agostina Paez passou a usar tornozeleira eletrônica e está proibida de deixar o Brasil enquanto durarem as investigações. A pena para o crime de injúria racial pode variar entre dois a cinco anos de prisão, além de multa.
Agostina se defendeu em redes sociais e entrevistas à imprensa justificando que os gestos eram uma “brincadeira” com as duas amigas que a acompanhavam, além de afirmar que não é racista.

