A saída de Cláudio Castro (PL) do cargo de governador virou munição na disputa política do Rio. Depois de Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito da capital, chamar o movimento de “fuga da Justiça”, foi a vez do deputado federal e presidente do PSD Pedro Paulo entrar na briga do aliado e fazer uma comparação direta entre os convites das cerimônias de saída.
Castro deixa o cargo nesta segunda-feira (23) para disputar uma vaga no Senado, respeitando o prazo de desincompatibilização necessário para concorrer às eleições. A renúncia, porém, ocorre às vésperas do julgamento do caso Ceperj no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode deixar o então governador inelegível.

Pedro Paulo compara ‘transição organizada’ de Paes a um ‘encerramento sob crise’ de Castro
Na publicação, Pedro Paulo trata o convite da saída de Paes como exemplo de “normalidade institucional” e de transição planejada. Para ele, trata-se de uma “sucessão organizada, planejada e transparente”, em que o prefeito “sai pela porta da frente”, com “tudo tranquilo e republicano”.
O deputado ainda reforça a ideia de continuidade administrativa, afirmando que as “políticas públicas continuam”, com “caixa cheio, servidor em dia, obras a todo vapor”, e lembra que o sucessor, Eduardo Cavaliere (PSD), foi eleito vice de Paes.

A comparação alfineta Cláudio Castro: sua troca de comando acontece em meio a um cenário ainda indefinido, após a saída do vice Thiago Pampolha para o Tribunal de Contas (TCE) e o afastamento de Rodrigo Bacellar (União) da presidência da Assembleia Legislativa por decisão do Supremo Tribunal Federal.
O deputado classifica a situação como um “caos endêmico” e afirma que Castro “sai humilhado, pela porta dos fundos”.
Na sequência, ele amplia suas críticas e associa o governoa crise fiscal, avanço da violência e instabilidade política.

Faltam meses para a eleição, mas, no Rio de Janeiro, parece que a campanha virtual já começou — e com os dois pés no peito.

