Durante o evento do Podemos em Araruama, na Região dos Lagos, nesta sexta–feira (06), Paulo Mello (MDB) anunciou sua pré-candidatura a deputado estadual nas eleições de 2026. Ele contou que pretende, ainda, retornar à presidência da Assembleia Legislativa, posição que ocupou entre 2011 e 2015.
Para reorganizar a estrutura político-familiar, Mello disse ao portal “RLagos Notícias” que sua mulher, Franciane Motta (Podemos), hoje deputada estadual, deve ser candidata a federal.
Mello foi candidato à Prefeitura de Saquarema em outubro, mas perdeu para o grupo liderado por Manoela e Antônio Peres (PL). Ex-prefeito, ex-deputado, ex-presidente da Alerj, ele tenta reconstruir sua carreira no cenário político estadual.
No evento de hoje, a prefeita de Araruama, Lívia de Chiquinho, filiou-se ao Podemos. Compareceram à pajelança a presidente nacional do partido, Renata Abreu:, o vice, Pastor Everaldo; além do presidente estadual, Filipe Pereira.
Prisão e anulação
Paulo Mello foi preso na Operação Cadeia Velha, um braço da Lava-Jato no Rio, em 2017. Na época, ele e os também deputados estaduais Edson Albertassi e Jorge Picciani, todos do MDB, foram acusados de envolvimento em esquemas de corrupção. Entre idas e vindas, só deixou definitivamente o Batalhão Prisional da PM, onde cumpria a pena, em março de 2020 — quando passou para prisão domiciliar.
Dois anos depois, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a sentença que o havia condenado a 12 anos de prisão sob a acusação de envolvimento num esquema de recebimento de propina de empresas de ônibus, em troca da aprovação de leis de interesse do setor.
Questionado sobre o passado, Mello minimizou o impacto das acusações:
“Estou focado no futuro e em contribuir para o desenvolvimento do Estado do Rio”, disse ao RLagos