Mesmo após o pedido de vista de Flávio Dino, o ministro André Mendonça antecipou seu voto no julgamento sobre como deve ser escolhido o sucessor do governo do Rio, no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele se posicionou a favor da eleição indireta e acompanhou o relator Luiz Fux nos principais pontos em discussão. Com o voto do magistrado, o placar agora está 2 a 1 para eleição indireta.
Mendonça manteve a linha adotada no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quando foi vencido ao votar contra a condenação de Cláudio Castro (PL). Ao considerar a renúncia do ex-governador válida e suficiente para caracterizar a vacância como não eleitoral, reforçou esse entendimento também no STF — o que sustenta, na prática, a defesa de eleição indireta no caso.
Renúncia ‘não indica fraude’, diz Mendonça
No voto, o ministro argumentou que deixar o cargo próximo ao prazo eleitoral não é algo incomum e citou outros casos recentes de autoridades que também se desincompatibilizaram para disputar eleições. “Renunciar a poucos dias ou semanas do prazo final não parece ser conduta anômala”, afirmou.
Mendonça também destacou que, mesmo com a renúncia, as consequências do julgamento do TSE — como a inelegibilidade — continuam válidas, o que enfraquece a tese de que o ato teria sido uma manobra para escapar das punições.

