A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) ainda não bateu o martelo sobre a “última sugestão carnavalesca” do agora ex-prefeito Eduardo Paes (PSD). Nesta segunda (23), representantes do grupo realizaram uma reunião para avaliar a proposta de ampliar o Grupo Especial de 12 para 15 agremiações em 2027. O encontro terminou sem consenso.
Um dos pontos que ainda divide as autoridades — carnavalescas e municipais — do Rio é o critério para escolher que escolas vão entrar para a “divisão de elite” do carnaval carioca.
Na reunião, o presidente da Liesa, Gabriel David, divergiu da ideia inicial de Paes e defendeu que, se o número de agremiações de fato aumentar, as novas escolas do Grupo Especial devem ser escolhidas com base na classificação da Série Ouro.
Estácio de Sá pode ficar de fora caso critério de Gabriel David prevaleça
A sugestão feita por Paes na última semana de exercício era convidar as escolas tradicionais Império Serrano, Estácio de Sá e União da Ilha para participarem do Grupo Especial no próximo ano.
Se o critério de mérito defendido por Gabriel David prevalecer, a configuração das convidadas mudaria: Império Serrano (vice-campeã da Série Ouro em 2026), Unidos de Padre Miguel (terceira colocada) e a União da Ilha (quarta colocada) seriam as escolhidas.
Na prática, a única agremiação que fica “sob tensão” no impasse é a Estácio de Sá, que terminou a apuração de 2026 em sexto lugar.
Liesa quer novos barracões e reformas no Sambódromo para cumprir sugestão de Paes
Outro ponto defendido pelos representantes da Liesa na reunião é a realização de reformas estruturais nos espaços cedidos às escolas para viabilizar o novo formato. A Liga quer a construção de novos barracões na Cidade do Samba e reformas no Sambódromo para adequar a estrutura às normas do Corpo de Bombeiros.
Antes, Gabriel David já tinha dito que o novo modelo demandaria aumento dos repasses públicos às escolas de samba e maior previsibilidade nos pagamentos.
O sorteio da ordem dos desfiles está confirmado para o dia 16 de abril, na Cidade do Samba, e, por ora, ainda será baseado no modelo atual de 12 escolas. O novo prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), já disse que está comprometido a executar a mudança no Grupo Especial. A decisão final sobre o formato, no entanto, só será possível com uma revisão do regulamento do carnaval, que exige acordo entre poder municipal, comando da Liesa e escolas de samba.
Com informações do jornal “O Globo”.

