A Justiça do Rio manteve a prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD) após a audiência de custódia nesta quinta-feira (12). Logo em seguida, a defesa entrou com pedido de habeas corpus em favor do parlamentar, acusado pela Polícia Civil de negociar quiosques na Gardênia Azul para sua campanha eleitoral de 2024 com traficantes da comunidade.
O pedido de habeas corpus será analisado pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), tendo como relator o desembargador Marcus Henrique Pinto Basílio.
Independentemente da decisão, não está nos planos de Salvino pedir afastamento ou licença de seu mandato na Câmara do Rio. A operação que levou à sua prisão ocorreu nesta quarta-feira (11) e, desde então, ele não pôde comparecer a duas sessões legislativas.
Guerra política entre Paes e Castro
A ação deu o que falar entre os gigantes da política fluminense. A bancada do PSD na Câmara e o próprio prefeito Eduardo Paes saíram em defesa do colega, que já foi secretário municipal de Juventude e foi eleito em 2024 com mais de 27 mil votos.
O partido questiona as circunstâncias, o “caráter eleitoreiro” e os argumentos usados para a prisão de Salvino, com fortes críticas ao governador Cláudio Castro (PL), que chegou a chamá-lo de “braço direito do Comando Vermelho na Prefeitura do Rio”. A sigla também denuncia um suposto uso político da Polícia Civil para perseguir adversários.
Do outro lado, o governador e o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, rebateram as críticas, afirmando que a investigação envolveu todas as esferas legais e teve início em 15 de outubro de 2024. A cúpula do Palácio Guanabara garante que todas as fases do processo foram seguidas corretamente e que o órgão “não escolhe alvo por posição política”.

