A Justiça do Rio determinou novamente a prisão do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. A decisão é da juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal, e ocorre após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar o habeas corpus que mantinha o artista em liberdade.
A revogação foi assinada nesta segunda-feira (2) pelo ministro Joel Ilan Paciornik. Para o magistrado, o cantor descumpriu de forma reiterada as condições impostas pela Justiça ao não manter o funcionamento regular da tornozeleira eletrônica.
STJ aponta que falhas na tornozeleira de Oruam comprometeram a fiscalização judicial
Segundo a decisão, o monitoramento eletrônico registrou 28 falhas em 43 dias, algumas com duração de até dez horas, sobretudo à noite e em fins de semana. Para o STJ, a recorrência comprometeu a fiscalização judicial e indicou risco à aplicação da lei penal.
Oruam é acusado de duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis durante uma operação no Rio. No ano passado, o ministro havia autorizado a soltura do artista por considerar a prisão preventiva mal fundamentada, decisão agora revertida após o descumprimento das medidas judiciais.

