A Justiça do Rio converteu em prisão preventiva a detenção de Carlos Henrique Nunes Ramos, acusado de tentar roubar uma sorveteria e agredir uma funcionária no Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A decisão foi tomada na quinta-feira (22), após pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
A atuação foi do Núcleo de Atuação perante a Central de Audiência de Custódia (NACAC), que sustentou a necessidade da manutenção da prisão diante da violência empregada durante a ação criminosa e do risco à ordem pública.
Segundo o registro da ocorrência, policiais do Programa Segurança Presente patrulhavam a região quando foram acionados por moradores que presenciaram a tentativa de assalto. Carlos Henrique chegou ao estabelecimento em uma motocicleta, fingiu ser cliente, pegou um picolé no freezer e, ao se aproximar do caixa, anunciou o roubo, exigindo dinheiro.
Ainda de acordo com o depoimento prestado na audiência de custódia, a funcionária percebeu que o suspeito aparentava estar desarmado e tentou sair do local para pedir ajuda, momento em que foi agredida com uma gravata. A vítima só conseguiu se desvencilhar após a chegada de uma segunda funcionária, o que fez o homem tentar fugir.
O suspeito acabou detido por pessoas que passavam pela rua até a chegada da polícia. As imagens do circuito interno de segurança registraram a luta corporal, a tentativa de fuga e o uso de uma motocicleta com a placa parcialmente encoberta, recurso apontado pelo Ministério Público como tentativa de dificultar a identificação.
Em manifestação enviada à Justiça, o MP destacou que a ação ocorreu em via pública e em horário de grande circulação, com elevado grau de violência, o que justificou o pedido de prisão preventiva.
O caso ganhou repercussão internacional após a divulgação das imagens que mostram moradores imobilizando o suspeito.

