Após terem sua garagem lacrada pela prefeitura no último sábado (31), as empresas Real Auto Ônibus e Transportes Vila Isabel tiveram suas contas bloqueadas por uma decisão judicial. A determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-1), emitida nesta terça (03), também bloqueou as contas das empresas do Consórcio Intersul, que assumiu a operação de parte das linhas deixadas pelas duas viações em crise no Rio.
A decisão bloqueia receitas, faturas e repasses de subsídios municipais para Real, Vila Isabel e Intersul. O objetivo é garantir o pagamento das verbas rescisórias que as empresas devem a funcionários demitidos ao longo do último ano, além de benefícios e valores atrasados para condutores que ainda atuam nas empresas.
Empresas de ônibus têm até quinta (06) para acertar pendências com funcionários
De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, a decisão da 2ª Vara do Trabalho também deixou um prazo de 48 horas para que a Real e a Vila Isabel juntem ao processo a documentação necessária para que seja emitida a liberação do Fundo de Garantia (FGTS) e das guias do auxílio-desemprego dos funcionários.
A determinação atende a uma ação civil movida pelo sindicato contra as empresas de ônibus, cobrando o pagamento de férias, vale-alimentação e a retomada do recolhimento de FGTS e INSS, parado desde abril do ano passado. Ao longo de 2025 e do início de 2026, motoristas, mecânicos e outros das duas empresas entraram em greve diversas vezes por atrasos no pagamento. A última manifestação aconteceu nesta segunda (02), em frente às garagens da Real e da Vila Isabel.

