Douglas Ruas (PL) será considerado governador eleito neste sábado (10), quando o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) proclamar o resultado sem os votos que foram dados a Anthony Garotinho (Republicanos). Consagrado em primeiro turno, pode começar a transição — com os mais fieis colaboradores ao seu lado.
Alguns deles já têm assento garantido no futuro governo e já estão contemplados no primeiro desenho feito pelo núcleo duro de Ruas.
Presidente municipal do PL e considerado um dos grandes articuladores da campanha vitoriosa, Bruno Bonetti vai para a Secretaria de Governo — pasta responsável, justamente, pela interlocução do Palácio Guanabara com a Assembleia Legislativa e outros poderes, inclusive o federal e os municipais.
Experiente, bom negociador, conhecedor da alma do PL, Bonetti seria um dos principais apoiadores de Ruas na pesada máquina estadual.
O ex-prefeito de Mesquita e deputado federal eleito Jorge Miranda já recebeu até uma sondagem. Ruas conversou longamente com o colaborador, reforçou o agradecimento por ele ter se mantido alinhado durante toda a campanha — ao contrário de prefeitos de outros municípios da Baixada Fluminense — e adiantou que Miranda será seu 01 na região.
“Conheço o Douglas não é de hoje. Quando ele era secretário, estávamos sempre conversando sobre a Baixada e sobre Mesquita. Ele brincava e dizia que não conhecia prefeito mais pidão do que eu”, brinca Miranda, que por oito anos comandou a prefeitura de Mesquita. “Ainda está cedo para falar sobre secretariado, ele ainda precisa organizar a casa. De todo modo, me coloquei à disposição para ser um soldado dele”, desconversa.
Jair Bittencourt teve um desempenho muito elogiado no Noroeste Fluminense, tanto no apoio à candidatura de Douglas quanto à de Flávio Bolsonaro. Hoje é um dos nomes com maior aceitação no grupo de Ruas.
O prefeito de Itaboraí, Marcelo Delaroli (PL), também está no auge com a turma do PL. Assim como Douglas, Delaroli é integrante do grupo mais próximo ao presidente estadual do partido, Altineu Côrtes. Os dois são muito próximos e existe a possibilidade de Marcelo seguir para o governo.
Quem tem lugar quentnho garantido é Maria Gabriela Bessa, gestora pública e socióloga que asssumiu a Secretaria das Cidades quando o agora futuro governador deixou a pasta para se candidatar.
A moça é especialista em Política e Planejamento Urbano, possui experiência na liderança de projetos estruturantes e na condução de iniciativas estratégicas voltadas à qualificação do espaço urbano, à integração de políticas setoriais e ao fortalecimento da governança pública.
Fiel colaborador da família Ruas vai ganhar o Rio a partir de São Gonçalo
Mas o nome mais certo em todas as listas é o de Fábio Araújo, mais conhecido como Fabinho, um fiel escudeiro da família Ruas. Depois de quase cinco anos na Secretária municipal de Governo de Capitão Nélson, deixou o cargo em 2025 para acompanhar Douglas na Secretaria estadual das Cidades.
A função de Fabinho foi ser o braço-direito do filho do prefeito, então pré-candidato a presidente da Assembleia Legislativa — já que 2026 já era considerado estratégico para as pretensões políticas do rapaz.
Agora, na campanha, foi uma espécie de um poderoso faz-tudo. Daqueles que era ouvido antes de qualquer coisa acontecer. Daí que o cargo mais citado para Fabinho é o de secretário-chefe de Gabinete.
Se existe alguma unanimidade para o futuro secretariado, é o rapaz de São Gonçalo — que, a partir de janeiro, vai passar a olhar o estado a partir do aristocrático palácio em Laranjeiras.