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    Datafolha: Flávio Bolsonaro tem 51% e Lula, 42%, no segundo turno; números iguais aos da pesquisa anterior

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    Lula durante ato de campanha. A uma semana da eleição, o presidente colocou no centro do debate um tema que mistura futebol, economia e política: a proibição das bets.

    A aposta de Lula

    Há quem enxergue a crise recente no Supremo Tribunal Federal como um acidente. Um choque de egos. Uma divergência jurídica que saiu do controle. Talvez seja. Mas existe outra hipótese que merece atenção. E se nada disso tiver sido improvisado? André Mendonça não é um novato. Não chegou ontem ao Supremo. Conhece os ritos, conhece os colegas, conhece os limites e, principalmente, conhece as consequências de cada movimento dentro de uma Corte que vive sob tensão permanente. Por isso chama atenção o momento escolhido para determinados gestos e manifestações. Não apenas pelo conteúdo, mas pelo contexto. A data. O ambiente político. O início da gestão de Edson Fachin na presidência do tribunal. Tudo isso compõe um cenário que dificilmente pode ser tratado como coincidência. Fachin assume uma Corte fragmentada. Herdou um tribunal marcado por disputas internas, vazamentos, divergências públicas e uma exposição cada vez maior de suas próprias contradições. Não é segredo para ninguém que o Supremo atravessa uma crise de imagem.

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Rio

16/04/24 19:24
  • Fabiana Paiva Fabiana Paiva

Governo do Rio prevê déficit de R$ 45,5 bilhões para os próximos três anos

O orçamento do governo do estado revela que a torneira vai estar fechada para dez secretarias e para a Cehab em 2026

O orçamento do governo do estado revela que a torneira vai estar fechada para dez secre tarias e para a Cehab em 2026 - Foto: Divulgação

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O governador Cláudio Castro (PL) enviou para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), nesta terça-feira (16), o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025 com previsão de déficit na casa dos R$ 13,7 bilhões. A receita líquida está estimada em R$ 107,3 bilhões, já a despesa em torno de R$ 121 bilhões.

A projeção aponta ainda crescimento do déficit para os anos seguintes: R$ 15,5 bilhões, em 2026; e R$ 16,3 bilhões, em 2027. Ou seja, o déficit nos próximos três anos chega a R$ 45,5 bilhões.

Pelo texto, o cenário fiscal indica “vultuoso crescimento dos serviços da dívida” do estado com a União. Em 2025, o débito atingirá R$ 11,6 bilhões, com previsão de R$ 13,2 bilhões e R$ 14,7 bilhões a cada ano seguinte, respectivamente.

Portanto, dos R$ 45,5 billhões de déficit dos proximos três anos cerca de R$ 39,5 bilhão são da dívida e dos juros devidos à União.

O deputado Luiz Paulo (PSD) classificou os números como “terríveis” e enfatizou que o estado está nessa situação em função dos juros cobrados pela dívida com a União, além do excesso de secretarias e de incentivos fiscais.

“É necessário renegociar a dívida e ir ao Supremo Tribunal Federal porque a União não é banco para cobrar juros e enriquecer às custas do empobrecimento dos estados. Se não tiver, é um caminho sem volta”, disse Luiz Paulo, que destacou ainda a necessidade do estado apertar os cintos.

“Tem que acabar com excesso de secretarias, gastar menos e com qualidade, diminuir os benefícios fiscais, combater a sonegação e abrir mesa de negociação com os servidores, que até hoje não receberam parcelas de recomposição salarial enquanto todos os outros poderes já pagaram”, finaliza.

Este ano, a Lei Orçamentária Anual (PLOA) foi aprovada com déficit de R$ 8,5 bilhões.

Escrito por:

Fabiana Paiva Fabiana Paiva Ver publicações

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Paes monta uma tropa de prefeitos e traz Lula para o palanque. Resta saber se consegue transformar tudo isso em voto

03/10/2026 08:00

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Berenice Seara

Paes monta uma tropa de prefeitos e traz Lula para o palanque. Resta saber se consegue transformar tudo isso em voto

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Berenice Seara

03/10/2026 08:00

O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) passou o primeiro turno fazendo uma campanha com dois movimentos simultâneos. De um lado, consolidou o apoio de Lula e do PT. Do outro, percorreu o estado atrás de prefeitos e lideranças locais, com atenção especial à Baixada Fluminense, território indispensável para quem pretende trocar o Palácio da Cidade pelo Guanabara.

A costura política funcionou. Paes chega à última semana de campanha com uma aliança ampla, uma coleção de prefeitos no palanque e o apoio explícito do presidente da República. A questão agora é outra: quanto dessa força política chegará às urnas?

As pesquisas mostram por que a pergunta ganhou importância na reta final. No Datafolha de agosto, Paes tinha 41% e Douglas Ruas (PL), 19% — uma diferença de 22 pontos. No início de setembro, Paes marcou 43% e Ruas, 25%. No levantamento divulgado na última quinta-feira (01), o ex-prefeito permaneceu com 42%, enquanto o adversário chegou a 31%. Em outras palavras: Paes praticamente não perdeu intenção de voto, segundo o Datafolha, mas viu sua vantagem sobre Ruas encolher de 22 para 11 pontos em pouco mais de um mês.

A pergunta de milhões na campanha é: vai dar para resolver no primeiro turno?

Lula no palanque, mas na medida

A relação com Lula foi um dos equilíbrios mais interessantes da campanha de Paes. O PT escolheu, ainda em abril apoiá-lo formalmente e transformá-lo em seu principal palanque para a campanha presidencial no Rio. A votação no diretório estadual foi unânime.

Decisão tomada, Lula não economizou elogios. Em agosto, no primeiro grande comício de sua campanha na capital, em Moça Bonita, chamou Paes de amigo e defendeu sua eleição para o governo. No palco estavam também Benedita da Silva, candidata do PT ao Senado, e Pedro Paulo, do PSD.

Nas pesquisas internas feitas pelo PSD, a intenção de votos começou imediatamente a cair. Daí que Paes retribuiu a parceria, mas procurou não fazer dela a única identidade de sua candidatura.

Segundo o Datafolha do dia 24, Paes tem 70% entre os eleitores que se identificam com o PT e também lidera entre os que não se alinham nem ao petismo nem ao bolsonarismo, com 42%. Já entre os eleitores identificados com o bolsonarismo, Douglas Ruas tem 55%, contra 20% de Paes. Na reta final, a campanha passou a dosar as aparições com Lula, principalmente nas áreas em que o bolsonarismo é mais forte. A ideia foi manter a aliança com o presidente, mas preservar uma identidade própria diante do eleitorado que não é lulista.

Uma espécie de casamento com quartos separados quando necessário: ninguém esconde a aliança, mas cada um sabe que há lugares onde é melhor bater à porta antes de entrar.

Com Lula, no lançamento da campanha, no Estádio de Moça Bonita, em Bangu - Foto: Reprodução das redes sociais
Com Lula, no lançamento da campanha, no Estádio de Moça Bonita, em Bangu – Foto: Reprodução das redes sociais

A conquista dos prefeitos

Se a aproximação com Lula garantiu a Paes um lado importante do mapa político, a ofensiva sobre os prefeitos tratou do território. E nenhum território recebeu tanta atenção quanto a Baixada Fluminense. Há uma razão histórica para isso. A cidade do Rio reúne 4,9 milhões de eleitores, 38,5% do eleitorado estadual, mas ser forte na capital está longe de garantir o Palácio Guanabara. Nenhum ex-prefeito do Rio é eleito governador desde Marcello Alencar, em 1994.

Paes tratou de tentar romper essa barreira antes mesmo de a campanha começar oficialmente.

A escolha da vice já foi um sinal. Jane Reis (MDB) é irmã de Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias e uma das principais lideranças políticas da Baixada. Depois vieram os prefeitos. Em agosto, Paes já reunia em torno da candidatura nove dos 13 prefeitos da região. Um dos movimentos mais simbólicos aconteceu em Nova Iguaçu: o ex-prefeito Rogério Lisboa, que chegou a ser anunciado como vice de Douglas Ruas, do PL, declarou apoio a Paes. O atual prefeito, Dudu Reina, fez o mesmo.

Mas prefeito traz partido, vereadores e lideranças locais (às vezes), estrutura e presença territorial. Mas eleitor é outra história. Ainda mais que a Baixada é justamente uma região onde o bolsonarismo mantém forte presença.

Com a vice, Jane Reis, abrindo as portas da Baixada Fluminense e do interior
Com a vice, Jane Reis, abrindo as portas da Baixada Fluminense e do interior – Foto: Reprodução das redes sociais

Uma campanha com poucos sustos — até a reta final

O primeiro turno de Paes teve mais avanços políticos do que crises. Ele começou a campanha como líder e, mesmo caindo, permaneceu líder. Conseguiu o apoio formal do PT sem precisar mudar seu estilo, incorporou Lula ao palanque, construiu uma chapa com pontes para a Baixada e ainda recebeu adesões de políticos do interior que inicialmente estavam no campo adversário.

O sinal amarelo apareceu na reta final. Não porque Paes tenha despencado nas pesquisas, mas porque Ruas cresceu enquanto o líder permaneceu praticamente parado.

O fator Garotinho

Com registro indeferido pelo TRE-RJ e recurso possível ao TSE, ocupando uma parcela pequena, mas não desprezível nas pesquisas eleitorais, Anthony Garotinho, o candidato do Repúblicaos, acrescenta uma variável incomum à matemática eleitoral — inclusive pela possibilidade de seus votos terem efeito sobre a totalização. Se forem anulados, reduzem o universo dos votos válidos, beneficiando quem estiver na primeira posição.

Ou seja, os votos anulados de Garotinho podem ser o fiel da balança. E fundamentais para Paes continuar sonhando vencer no primeiro turno.

Um domingo com máxima importância para Paes

Para qualquer candidato que lidera uma eleição, vencer no primeiro turno é melhor do que disputar o segundo. Mas para Paes, desta vez, há razões adicionais.

Douglas Ruas, que está em ascensão, teria mais três semanas para tentar reunir o eleitorado antipetista e bolsonarista, enquanto a aliança de Paes com Lula provavelmente ganharia ainda mais peso na campanha. Isso não significa que o resultado do confronto esteja dado — e pesquisas de primeiro turno não permitem essa conclusão.

Mas significa que a eleição passaria a obedecer a outra lógica.

Paes chegou às urnas do do primeiro turno tendo feito quase tudo o que a política recomenda: juntou partidos, trouxe o presidente da República, conquistou prefeitos, atravessou a Avenida Brasil e fincou bandeiras na Baixada e no interior. Mas nenhuma articulação consegue resolver tudo.

Amanhã é o dia de descobrir se toda essa engenharia política vale 50% mais um.

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Rio

Previsão do tempo: Rio terá chuva no sábado e 30°C no domingo de eleição

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Redação

03/10/2026 06:30

O primeiro fim de semana de outubro será de chuva e mudança brusca de temperatura no Rio. No sábado (03), a previsão é de tempo chuvoso durante todo o dia e à noite, enquanto o domingo (04), dia da eleição, terá calor de até 30°C e chuva forte à tarde.

No sábado, os termômetros devem marcar entre 19°C e 22°C. A possibilidade de chuva é de 99%, com previsão de acumulado de 30,2 milímetros ao longo do dia.

A chuva deve aparecer também durante a madrugada, manhã, tarde e noite. Os ventos devem soprar de leste, com velocidade média de 8 km/h e rajadas de até 34 km/h.

Domingo de eleição

No domingo (4), o cenário muda. A temperatura sobe bastante e pode chegar aos 30°C, enquanto a mínima prevista permanece em 19°C.

O dia começa com sol e muitas nuvens pela manhã. A previsão indica chuva forte à tarde e pancadas de chuva durante a noite. A possibilidade de chuva é de 72%, com acumulado estimado em 15,2 milímetros.

Os ventos devem soprar do norte, com velocidade média de 8 km/h e rajadas de até 46 km/h. A umidade relativa do ar deve variar entre 59% e 95%.

Para quem vai votar, a previsão indica um início de domingo mais quente e com períodos de sol, mas a possibilidade de chuva aumenta ao longo do dia, principalmente à tarde.

Com informações do Climatempo 

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Política

Renatinho Medeiros, ex-superintendente do Inea, fez obra irregular de 150 m² em área protegida de Nova Friburgo

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Redação

02/10/2026 19:40

O ex-superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) em Nova Friburgo, Renato José Vieira de Almeida, conhecido como Renatinho Medeiros, é alvo de um processo administrativo disciplinar após a construção de um imóvel em uma área de preservação permanente (APP) às margens do córrego Curuzu, na Região Serrana do Rio.

A obra já havia sido embargada pelo Inea dois anos antes da demolição. Na ocasião, os fiscais constataram degradação ambiental “de difícil reparação”.

O imóvel, de cerca de 150 metros quadrados, foi construído em uma área que deveria ser protegida por uma faixa de 30 metros em cada margem do córrego. Durante o período em que Renatinho era o responsável pela Superintendência Regional de Dois Rios, em Nova Friburgo, a área de proteção foi reduzida para apenas cinco metros.

Segundo o Inea, a alteração favoreceu a construção do imóvel. Porém, Renatinho não tinha competência para modificar a faixa de proteção. A atribuição seria da Diretoria de Licenciamento Ambiental do Órgão.

O superintendente foi nomeado durante o governo de Cláudio Castro (PL) pelo então secretário estadual do Ambiente e vice-governador, Tiago Pampolha — que hoje é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

Mais de 100 licenças da gestão de Renatinho foram canceladas

A atuação da estrutura comandada por Renatinho também passou a ser revisada pelo Inea, que criou um grupo de trabalho para revisar todas as licenças ambientais concedidas na região entre 2019 e 2024. Até o momento, mais de 100 licenças já foram canceladas por apresentarem indícios de irregularidades. Outras 900 permanecem sob análise dos técnicos.

O Instituto também abriu um processo administrativo disciplinar contra Renatinho Medeiros e integrantes de sua equipe. Ele já foi notificado três vezes por meio do Diário Oficial para apresentar sua defesa, mas não compareceu nem enviou representante.

Técnicos do Inea também tentaram fazer a notificação na Companhia Docas, onde Renatinho trabalha como gerente de acesso terrestre, porém funcionários informaram que não o conheciam e que ele não possuía cadastro para acessar o local.

Com informações do “RJ2”.

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Política

Treta de Erika Hilton com Benny Briolly agora é oficial; deputada paulista aciona TRE contra candidata carioca

Foto de João Arruda
João Arruda

02/10/2026 19:00

Agora a treta é oficial. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (1) contra Benny Briolly, que é candidata a deputada federal pelo PT, por veiculação de propaganda eleitoral irregular. A representação alega que materiais de campanha da postulante carioca estão usando sua imagem. O expediente consistiria, inclusive, em utilização de nome, identidade visual e até número na urna para dar a impressão de que Erika apoia a candidatura de Benny, o que não é o caso.

Material de campanha de Benny tem o rosto de Erika
Material de campanha de Benny tem o rosto de Erika. Foto: Reprodução

Na petição, Erika alega ainda que chegou a fazer um pedido diretamente a Benny para que não continuasse a usar seu nome no material de campanha. A deputada federal paulista reafirmou que seu único candidato ao cargo no Rio é Rick Azevedo (PSOL), fundador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e militante pelo fim da escala 6×1.

Liminar contra o uso de material e pedido de multa

Erika solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral uma liminar para que Benny pare agora com a veiculação e a distribuição dos materiais. No mérito da ação, o pedido é que as publicações sejam removidas definitivamente, além da aplicação de multa prevista na legislação eleitoral. O TRE ainda não analisou o caso.

O TEMPO REAL adiantou na última terça-feira (29) que havia um alerta de treta entre Erika e Benny. Na ocasião, a parlamentar de São Paulo publicou um vídeo dizendo para eleitores não caírem “em golpes”, com candidatos que usam o nome dela mesmo sem o apoio declarado da parlamentar de São Paulo.

“Sim, o meu candidato a deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro pra montar a bancada LGBTQIA+, que eu acredito, é Rick Azevedo. É o único candidato LGBTQIA+ que tem o meu apoio aí no estado do Rio de Janeiro. Não caiam em golpes, hein, porque tem muita gente por aí dizendo que tem meu apoio, que não sei o quê”.
O que gerou o burburinho é o fato de o rosto de Erika estar no material de campanha da candidata Benny Briolly (PT), que faz uma convocação: “rumo à bancada trans”. O material traz ainda os rostos de Thabatta Pimenta (PV-RN) e Duda Salabert (PSOL-MG), ambas candidatas ao Congresso.

Com informações de Lauro Jardim, do jornal “O Globo”

 

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Política

Votos em Garotinho para governador do Rio deverão ser anulados, determina ministro do TSE

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Redação

02/10/2026 18:55

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revogou nesta sexta-feira (02) a liminar que permitia a Anthony Garotinho (Republicanos) manter as prerrogativas de candidato ao governo. Com a nova decisão, os votos recebidos pelo ex-governador no primeiro turno deverão ser considerados “anulados sub judice” enquanto estiver mantido o indeferimento de seu registro de candidatura.

Garotinho continuará aparecendo na urna eletrônica neste domingo (04). Segundo Floriano, porém, os votos destinados ao candidato “não devem ser considerados válidos para qualquer fim”.

A decisão não representa o julgamento do recurso apresentado pela defesa para tentar reverter o indeferimento da candidatura. O ministro afirmou que o recurso ordinário já foi apresentado, recebeu as contrarrazões e está “na iminência” de ser remetido ao TSE.

Liminar havia garantido direitos de candidato a Garotinho

A decisão de Floriano também retirou as garantias que haviam sido concedidas anteriormente a Garotinho enquanto a situação do registro era analisada pela Justiça Eleitoral. A liminar anterior permitia ao ex-governador acessar recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, além de utilizar o horário de propaganda de TV e rádio.

Ao revogar a medida, o ministro levou em consideração o julgamento unânime do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que manteve o indeferimento do registro de candidatura. Segundo ele, deixou de existir, ao menos até a análise do recurso pelo TSE, a plausibilidade da condição de elegibilidade que permitia tratar Garotinho como candidato “sub judice”.

O ministro afirmou que cabe à Corte evitar “a incerteza dos eleitores e a instabilidade do pleito” que acontece neste domingo (04).

A situação poderá mudar caso o TSE aceite o recurso e reverta a decisão que barrou o registro. Nesse caso, os efeitos sobre os votos recebidos pelo candidato poderão ser alterados. Porém, se o indeferimento for mantido, todos permanecerão anulados.

A votação no TSE, portanto, ainda será necessária para estabelecer de forma definitiva a situação da candidatura e dos votos de Garotinho.

Com informações do jornal “O Globo”.

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Transparência

Luz no fim do túnel? Prefeitura do Rio autoriza cessão de contrato de R$ 212,9 milhões para obra de ligação viária na Zona Oeste, mas OECI permanece no negócio

Foto de Redação
Redação

02/10/2026 18:26

A Secretaria de Infraestrutura da Prefeitura do Rio autorizou, no último dia 17 de setembro, a cessão do contrato nº 23/2023 para a construção de um conjunto de vias entre a Estrada da Posse e a Avenida Brasil — com viadutos, pontes e um túnel sob o Morro João Vicente, em Campo Grande e Santíssimo — para o Consórcio Ligação Viária Oeste.

A contratada original, a OECI S.A. (antiga Odebrecht), integra o consórcio, formado também pela Hydra Engenharia e Saneamento Ltda. O valor transferido é de R$ 212.885.784,53, o equivalente a 68% dos R$ 311,7 milhões pelos quais o contrato foi assinado em julho de 2023. A composição do consórcio não havia sido divulgada nos documentos inicialmente localizados pela reportagem. A prefeitura confirmou posteriormente a participação da Hydra.

Na prática, mais de dois terços de uma das maiores obras viárias em curso na Zona Oeste terão sua execução transferida para um consórcio sem que nenhuma nova licitação seja feita. A OECI, no entanto, continuará como parte contratual, diz a prefeitura.

E o contrato que agora troca de mãos já deveria ter terminado. O prazo original era de 540 dias, o que levava a conclusão para o início de 2025. Passado mais de um ano e meio desse marco, a obra segue sendo prorrogada em etapas de 30 e 60 dias.

Licitação com um só concorrente

A concorrência (CO-SMI nº 02/2023) teve uma só participante. Na sessão de 22 de junho de 2023, a OECI foi a única empresa a entregar envelopes, foi habilitada no mesmo dia e ofereceu desconto de 1,75% sobre o orçamento. Levou o contrato por R$ 311.688.159,04.

O detalhe ganha peso agora. O consórcio que passa a executar o saldo do contrato não precisou enfrentar concorrência alguma, nem a mínima que houve em 2023. Quem eventualmente teria interesse em disputar os R$ 212,9 milhões restantes não teve essa oportunidade.

A prefeitura afirma que a cessão ocorreu “dentro dos trâmites previstos em lei” e a pedido da própria OECI, que teria alegado razões econômicas e logísticas.

Oito aditivos e 13 multas relevadas

O histórico publicado no Diário Oficial ajuda a entender o desempenho da obra.

Entre outubro de 2023 e janeiro de 2026, a Secretaria de Infraestrutura abriu 13 processos de aplicação de multa referentes ao contrato nº 23/2023. Em todos, no entanto, a decisão final foi a mesma: “relevo a aplicação de multa, com base nas justificativas apresentadas pela contratada”.

No mesmo período, o contrato recebeu oito termos aditivos. Seis deles prorrogaram prazo. Os outros dois readequaram o cronograma físico-financeiro e alteraram, qualitativa e quantitativamente, os serviços. Entre abril e junho de 2025, a execução ficou suspensa. Só em 2026 foram quatro prorrogações seguidas, todas para a mesma 18ª etapa: 30 dias em maio, 30 em junho, 60 em julho e mais 60 em setembro.

A partir de outubro de 2024, os extratos publicados passaram a identificar a contratada como “OECI S.A. – em recuperação judicial”. O grupo da antiga Odebrecht Engenharia e Construção teve o pedido de recuperação judicial deferido pela Justiça de São Paulo em junho daquele ano.

A Prefeitura diz que a OECI pediu a cessão da obra ao consórcio por razões econômicas e logísticas. A resposta, porém, não detalha quais dificuldades foram alegadas pela empresa nem explica por que, diante dessas dificuldades, não houve aplicação das multas previstas nos processos já instaurados.

Também ficam algumas indagações sobre a nova configuração do contrato: qual será, exatamente, a participação da OECI na execução da obra, já que a empresa permanecerá como parte contratual e integrará o consórcio ao lado da Hydra?

E quais serão as responsabilidades de cada uma das empresas na execução dos R$ 212,9 milhões restantes?

A tentativa de 2024

A cessão de agora não é a primeira tentativa de trazer outra empresa para dentro do contrato. Em junho de 2024, a então secretária autorizou a elaboração de um termo aditivo para constituir um consórcio entre a OECI e a Geoter Geotecnia Ltda.

Dois meses depois, em agosto, o ato foi tornado sem efeito, sem explicação publicada.

Prorrogação num dia, cessão no outro

A sequência das últimas semanas chama atenção pela velocidade. O requerimento da OECI foi protocolado em 4 de setembro. No dia 9, o secretário Wanderson José dos Santos assinou dois atos sobre o mesmo contrato: autorizou mais 60 dias de prazo e criou uma Comissão Especial para fazer o “levantamento físico-financeiro das obrigações parcialmente cumpridas pela empresa contratada”.

No dia 16, a SMI assinou o 8º termo aditivo, que prorrogou o prazo da OECI. No dia 17, autorizou a cessão do contrato ao consórcio. No dia 18, cancelou parcialmente o empenho da OECI “em virtude da cessão do contrato” e autorizou a mesma despesa em favor do Consórcio Ligação Viária Oeste.

Do pedido à autorização, foram 13 dias.

O despacho que autoriza a cessão se apoia no “exposto pela contratada”, no “nada a opor da fiscalização” e em uma manifestação da Procuradoria. O processo no sistema SEI.Rio — plataforma digital para gestão de documentos e processos administrativos da Prefeitura do Rio — estava com acesso restrito.

Questionada sobre o motivo da prorrogação do contrato da OECI na véspera da cessão, a prefeitura respondeu que a medida foi necessária “como procedimento administrativo, a fim de assegurar a vigência do contrato”.

A secretaria também afirmou que a Comissão Especial foi criada para avaliar as obrigações cumpridas pela contratada e detalhar os serviços que caberiam ao consórcio.

A resposta, porém, não apresentou as conclusões da comissão.

Outro ponto que ficou sem resposta específica foi a razão pela qual a Prefeitura não deixou o contrato chegar ao fim para, então, realizar uma nova licitação para os R$ 212,9 milhões restantes.

A secretaria não explicou, na resposta enviada ao TEMPO REAL, por que essa alternativa não foi adotada.

O que diz o Tribunal de Contas da União

O Tribunal de Contas da União tem posição firme contra a substituição da empresa contratada. Desde 2002, o TCU considera “ilegal e inconstitucional a sub-rogação da figura da contratada”. Em 2010, o tribunal registrou que a regra não permite que uma empresa vencedora da licitação “seja substituída por outra que não logrou vencer o certame”, porque a manobra configura “burla ao dever de licitar”.

No caso do Rio, porém, a prefeitura afirma que não houve simples substituição da contratada. Segundo a secretaria, a OECI, vencedora da licitação e única licitante, permanece como parte contratual e integra o Consórcio Ligação Viária Oeste ao lado da Hydra.

A questão, portanto, é como essa estrutura se enquadra juridicamente na execução do saldo contratual de R$ 212,9 milhões e quais são efetivamente as responsabilidades de cada empresa.

Ceder a execução de dois terços de um contrato atrasado, que teve uma única proponente e cuja execução vinha sendo sustentada por prorrogações sucessivas, produz na prática uma mudança significativa na estrutura originalmente contratada.

A diferença é que, desta vez, sem um novo edital e sem uma nova disputa.

Da Cedae à Prefeitura do Rio

A OECI é a mesma empresa responsável pelo Reservatório Novo Marapicu, da Cedae.

Lá, o contrato de R$ 277,81 milhões e 900 dias, iniciado em fevereiro de 2023, acumulou defasagem de 55,73% no cronograma em abril de 2024, recebeu prorrogação de 480 dias e aditivo de R$ 17,9 milhões, e teve o prazo empurrado para dezembro de 2026.

A Cedae ainda precisou licitar mais R$ 46,3 milhões para uma obra complementar.

Os dois contratos foram assinados em 2023, com poucos meses de diferença, e seguiram um roteiro parecido de atrasos, advertências e aditivos. Chama a atenção, nos dois casos, a reiteração de descumprimentos contratuais sem a aplicação de multas e rescisões unilaterais pelos contratantes.

Na Zona Oeste, a solução permitida pela prefeitura foi incorporar uma nova empresa ao contrato por meio do consórcio.

O que diz a Prefeitura do Rio

A Secretaria Municipal de Infraestrutura afirmou que a autorização da cessão ocorreu dentro dos trâmites previstos em lei e por pedido da própria empresa contratada, que alegou razões econômicas e logísticas. Segundo a pasta, a medida teve como objetivo dar prosseguimento às obras da ligação viária entre a Estrada da Posse e a Avenida Brasil.

A prefeitura confirmou que o Consórcio Ligação Viária Oeste é constituído pela OECI S.A. e pela Hydra Engenharia e Saneamento Ltda. Segundo a secretaria, a OECI permanece como parte contratual e “está vinculada às obrigações de contratada, assegurando a continuidade e regularidade do contrato, assim como evitando a paralisação dos trabalhos”.

Sobre a Comissão Especial,  informou que ela foi constituída para avaliar as obrigações cumpridas pela contratada e detalhar os serviços que caberiam ao consórcio.

A secretaria também afirmou que a prorrogação do contrato foi necessária para assegurar sua vigência.

As obras, segundo a Prefeitura do Rio, fazem parte do anel viário de Campo Grande, conjunto de intervenções de infraestrutura e mobilidade urbana que tem o objetivo de desafogar o trânsito e melhorar a fluidez no bairro mais populoso do Brasil.

Sobre o processo administrativo, negou que haja sigilo ou restrição de acesso. Segundo a secretaria, para um cidadão externo à administração pública acessar o inteiro teor, é necessário formalizar um requerimento de informação por meio do SEI.Rio. A pasta justificou o procedimento burocrático pela necessidade de tratar ou ocultar dados considerados pessoais antes da disponibilização dos documentos, em razão da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

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Política

Datafolha: Flávio Bolsonaro tem 51% e Lula, 42%, no segundo turno; números iguais aos da pesquisa anterior

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João Arruda

02/10/2026 17:49

A pesquisa Datafolha mostrou estabilidade nas intenções de voto para presidente no segundo turno no Rio de Janeiro. O senador Flávio Bolsonaro (PL) manteve os 51% que foram registrados no último levantamento, em 25 de setembro. O presidente Lula (PT) continuou com 42%. Os percentuais de brancos/nulos (6%) e indecisos (1%) também ficaram iguais.

A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O Datafolha entrevistou 1.204 pessoas entre 28 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número RJ-02070/2026 e BR-01272/2026.

Com informações do g1

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Política

Datafolha: no Rio, Flávio Bolsonaro tem 45% e Lula, 38% das intenções de voto

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Redação

02/10/2026 17:31

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 45% das intenções de voto para a Presidência da República entre os eleitores do Rio de Janeiro, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (2). O presidente Lula (PT) tem 38% no estado. Os números são da pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados.

Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em 25 de setembro, Flávio oscilou de 44% para 45%, enquanto Lula manteve os 38%. Com isso, a diferença entre os dois passou de seis para sete pontos percentuais.

Confira o resultado da pesquisa Datafolha estimulada de 1° turno:

  1. Flávio Bolsonaro (PL): 45% (antes, 44%)
  2. Lula (PT): 38% (antes, 38%)
  3. Augusto Cury (Avante): 3% (antes, 3%)
  4. Renan Santos (Missão): 3% (antes, 3%)
  5. Ronaldo Caiado (PSD): 2% (antes, 3%)
  6. Samara (UP): 1% (antes, 0%)
  7. Zema (Novo): 1% (antes, 1%)
  8. Clariana Barão (DC): 0% (antes, 0%)
  9. Edmilson Costa (PCB): 0% (antes, 0%)
  10. Rui Costa Pimenta (PCO): 0% (antes, 0%)
  11. Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0% (antes, 1%)
  12. Leonardo Avalanche (PRTB): 0% (antes, 0%)
  13. Hertz Dias (PSTU): 0% (antes, 0%)
    Branco/nulo/nenhum: 4% (antes, 4%)
    Indecisos: 2% (antes, 2%)

O levantamento foi contratada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. O Datafolha entrevistou 1.204 pessoas entre 28 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número RJ-02070/2026.

Com informações do portal “G1”.

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Transparência

Após denúncia de deputado, possibilidade de contratação do novo sistema de bilhetagem do estado sem licitação é suspensa pelo TCE-RJ

Foto de Redação
Redação

02/10/2026 17:06

ATUALIZAÇÃO, às 19h10, com nota do governo do estado. A íntegra está ao fim da matéria.

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) determinou que o governo do estado não poderá contratar ou formalizar qualquer acordo para colocar em funcionamento o novo Sistema Estadual de Bilhetagem Eletrônica (SEBE) sem a realização de licitação. A decisão é liminar e foi tomada  após uma representação apresentada pelo deputado estadual Alan Lopes (PL).

A discussão gira em torno do decreto estadual nº 50.384/2026, publicado em julho, que estabeleceu as regras para implantação do novo sistema de bilhetagem. Na representação, Alan Lopes questionou o fato de o texto não mencionar a necessidade de licitação, embora permita que o estado faça convênios, acordos de cooperação e outros instrumentos com entidades públicas ou privadas.

Para o deputado, a forma como o decreto foi elaborado poderia abrir caminho para que a bilhetagem estadual fosse integrada a um sistema já utilizado no município do Rio, sem que houvesse uma nova disputa pública para escolher quem ficaria responsável pelo serviço.

Ao analisar o caso, o relator do processo destacou que o próprio TCE-RJ já havia determinado a realização de licitação para a contratação do sistema estadual. Em março deste ano, o tribunal confirmou a ilegalidade de antigos convênios firmados entre o estado e a Riocard Tecnologia da Informação e determinou que o serviço fosse licitado ou assumido diretamente pelo governo.

A decisão também cita um compromisso firmado pelo estado com o Ministério Público do Rio de Janeiro e a Defensoria Pública para a realização de licitação do sistema de bilhetagem eletrônica.

Decreto não menciona licitação

Um dos principais pontos levantados na representação é que o decreto nº 50.384/2026 não utiliza, em nenhum dos seus 16 artigos, os termos “licitação”, “certame” ou “concorrência”.

Ao mesmo tempo, o texto permite que o governo faça acordos com outros entes federativos e também com empresas privadas para implementar, integrar e aperfeiçoar o sistema.

Foi justamente essa combinação que chamou a atenção da corte. Na decisão, o tribunal entende que o decreto estabelece possibilidades de cooperação e integração, mas é omisso sobre a necessidade de uma licitação prévia.

Com isso, a Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) fica impedida de emitir atos ou assinar instrumentos jurídicos que tenham como objetivo a contratação do sistema estadual de bilhetagem sem licitação. A determinação vale até que o tribunal julgue o mérito da representação.

A secretaria também terá 15 dias úteis para apresentar esclarecimentos e os documentos que considerar necessários para responder às questões levantadas no processo.

TCE já havia cobrado licitação

A decisão resgata uma série de processos anteriores envolvendo a bilhetagem estadual. Em 2021, o tribunal declarou ilegais convênios firmados entre o estado e a Riocard para a operação do sistema. A decisão foi confirmada pelo plenário em março de 2026.

Em outra processo, o TCE-RJ registrou que a Secretaria de Transportes deveria realizar uma licitação para a contratação do sistema, em cumprimento a acordos assumidos pelo estado com o Ministério Público e a Defensoria.

Em março de 2025, o tribunal também determinou novas medidas para a obtenção de dados da bilhetagem que serviriam de base para os estudos da futura licitação.

Na decisão mais recente, o relator afirma que uma eventual implementação do novo modelo sem licitação entraria em conflito com essas determinações anteriores e com o compromisso firmado pelo estado.

Por enquanto, portanto, o governo pode seguir com as etapas administrativas previstas no decreto, mas não pode contratar o novo sistema de bilhetagem nem formalizar instrumentos para essa contratação sem passar por uma licitação.

O que diz o governo do estado

A assessoria do governo enviou nota sobre o assunto. Eis a íntegra:

“A Setram informa que não tem intenção de tomar qualquer decisão de contratação antes da definição do modelo de bilhetagem que está sendo discutido em juízo. A determinação do TCE é uma decisão de não fazer. Mas não há qualquer contrato com empresa empresa de bilhetagem sendo firmado pelo estado no momento”.

COM FÁBIO MARTINS

 

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Política

Palanque nas redes: desde julho, campanhas eleitorais no Rio gastaram R$ 50,4 milhões com impulsionamento de postagens; Lindbergh Farias lidera

Foto de Redação
Redação

02/10/2026 16:30

As redes sociais já viraram um dos principais palcos da disputa eleitoral há alguns anos — nas eleições de 2026, não foi diferente. Entre 2 de julho e 29 de setembro, os anúncios políticos no Rio movimentaram R$ 50,4 milhões em impulsionamento de postagens de campanha.

Entre os candidatos, o deputado federal candidato à reeleição Lindbergh Farias (PT) foi quem mais investiu no digital, com R$ 1,2 milhão.

O período analisado engloba a pré-campanha e a campanha oficial, e leva em conta dados da plataforma de anúncios da Meta, empresa responsável por redes sociais como Facebook e WhatsApp.

Em sete dias, campanhas investiram R$ 17,7 milhões em impulsionamento no Rio

Na reta final da campanha, candidatos intensificaram os investimentos em impulsionamento. Entre 23 e 29 de setembro, o volume total gasto com publicidade digital no estado chegou a R$ 17,7 milhões.

Entre os principais anunciantes do período, quem mais apostou no digital também foi Lindbergh. A campanha dele registrou R$ 522,5 mil em gastos. Somados, os dez principais anunciantes relacionados no levantamento gastaram aproximadamente R$ 2,88 milhões em apenas uma semana. O valor corresponde a cerca de 16% de todo o montante de R$ 17,7 milhões registrado no Rio durante o período.

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Lindbergh investiu mais que candidatos a governador

No recorte completo desde julho, Lindbergh Farias superou os gastos dos candidatos a governador do Rio. Ele é seguido, no ranking do impulsionamento, por Douglas Ruas (PL), com R$ 1,15 milhão, e Eduardo Paes (PSD), com R$ 898,8 mil.

A Prefeitura do Rio, com publicidade institucional, aparece entre eles no ranking geral, com R$ 1,10 milhão, mas não se trata de gasto de campanha.

Somados, Lindbergh, Douglas e Paes desembolsaram cerca de R$ 3,3 milhões, o equivalente a 6,6% de todo o valor movimentado no período.

COM FÁBIO MARTINS.

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Ministério Público também recorre contra a candidatura do prefeito interino de Búzios

Justiça suspende contratos para eventos em Búzios e torna réus secretário e prefeito interino

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