A Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde) acaba de abrir consulta pública para avaliar a ampliação do uso de implantes subdérmicos de etonogestrel no SUS. O método, classificado como contraceptivo de longa duração (LARC, na sigla em inglês), poderá ser oferecido pelo governo federal a mulheres de 18 a 49 anos como parte da política pública de planejamento reprodutivo.
Estima-se que, em cinco anos, pelo menos 4,43 milhões de mulheres poderiam optar por essa forma de LARC no SUS. No Brasil, cerca de 1,8 milhão de gestações por ano não são planejadas, o que representa 55,4% de todos os partos realizados.
O implante subdérmico de etonogestrel tem uma eficácia de 99,95% na prevenção de gravidez não planejada, sendo rapidamente inserido no braço da mulher e com duração de três anos. Atualmente, a única alternativa de contracepção de longa duração oferecida pelo SUS é o dispositivo intrauterino, que requer equipe médica especializada e preparo prévio da paciente.
A consulta ficará aberta até o próximo dia 14 e pode ser acessada no site.