A edição extra do Diário Oficial da Alerj publicada na noite desta terça-feira (06) reuniu mais de 200 demissões e atingiu em cheio a família do ex-governador Sérgio Cabral. Foram dispensados seu filho, Marco Antonio, e sua ex-mulher, Suzana Neves.
Na lista aparecem subdiretores de diferentes áreas administrativas da Assembleia, entre eles Rafael Diniz, ex-prefeito de Campos dos Goytacazes, que estava à frente da Informática, e Filipe Albernaz Mothé, ex-procurador-geral da Câmara de Campos, que ocupava a subdiretoria de Assuntos Legislativos.
Também foram dispensados nesta terça os chefes dos departamentos de Cerimonial, Comunicação Social, Controle Interno, Engenharia e Material.
As exonerações fazem parte da varredura administrativa promovida pelo presidente em exercício da Assembleia, Guilherme Delaroli (PL), desde o afastamento de Rodrigo Bacellar (União). A troca de nomes começou pelos cargos mais altos e agora avança sobre os escalões inferiores.
Muitos desses cargos menores permaneceram praticamente intocados por anos apesar das trocas de presidência na Alerj.
Dança das cadeiras começou antes da exoneração da família Cabral
Mais cedo, na primeira edição do Diário Oficial desta terça, Delaroli havia feito ajustes pontuais na estrutura administrativa da Alerj, com mudanças em cargos da Procuradoria e dos departamentos de Comunicação, Finanças e Transporte.


Em nota, Sérgio Cabral afirmou não ter poder sobre as nomeações na Assembleia.
“Deixei a presidência da Alerj, em janeiro de 2003, para assumir o mandato de senador da república.
Desde então, não tenho qualquer ingerência sobre as decisões administrativas de lá”, disse.

