Com 19 votos favoráveis, três abstenções e nenhum voto contrário, a executiva nacional do PT aprovou uma resolução avocando para si a “competência exclusiva para a indicação, definição e homologação dos nomes destinados à primeira e segunda suplências da pré-candidatura de Benedita da Silva ao Senado Federal no Estado do Rio de Janeiro”.
A decisão põe fim a uma disputa interna sangrenta — e impõe uma derrota ao grupo do do prefeito de Maricá e vice-presidente nacional, Washington Quaquá.
Executiva estadual aprovou uma chapa, Benedita quer outra
No dia 18 de abril, o diretório estadual do PT — comandado por Diego Quaquá, filho do prefeito do homem — escolheu a chapa do partido ao Senado para as eleições de outubro, com Benedita como candidata; o vereador Felipe Pires na primeira suplência e o pastor e cantor gospel Kleber Lucas na segunda.
Acontece que dez dias antes, em 8 de abril, Benedita havia mandado uma carta a Diego Quaquá; ao presidente nacional, Edinho Silva; e à coordenação do Grupo de Trabalho Eleitoral Nacional do partido, indicando o ex-presidente da Casa da Moeda Manoel Severino como o seu suplente.
A sugestão de Bené já tinha sido levada, ainda que informalmente, ao presidente Lula.


