O caso envolvendo o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana repercutiu entre as vereadoras da Câmara do Rio, nesta terça-feira (3). O crime ocorreu em 31 de janeiro deste ano e foi praticado por quatro maiores de idade, entre 18 e 19 anos, e um menor de 17 anos.
A primeira a levantar a questão foi Maíra do MST (PT), lembrando que março é o Mês da Mulher e que é preciso que a Casa Legislativa volte os olhos para essa pauta.
“Esse é um assunto que atinge a todos nós aqui no plenário. Todos nós temos filhas, sobrinhas, netas, e precisamos olhar para nossas infâncias. Justamente por isso a gente pergunta: até quando o corpo de meninas e mulheres será objeto de disputa? Até quando nossos corpos serão subjulgados e atravessados pela violência sexual?”, afirmou Maíra.
‘Só nós estamos interessadas em proteger nossas vidas’
Thais Ferreira, líder da bancada do PSOL, fez coro e enfatizou que a política carioca precisa se comprometer com a defesa da vida das mulheres.
“Enquanto este tema não for central na agenda política de toda a sociedade, enquanto ainda houver permissão dada pelo poder dos homens para que nossas vidas sejam extintas, não estaremos seguras. Precisamos de mais mulheres nos espaços de tomada de decisão, porque só nós estamos interessadas em proteger nossas vidas”, pontuou.
Sobre o estupro coletivo em Copacabana
O caso está sendo investigado pela 12ª DP, em Copacabana. De acordo com as investigações, a vítima foi convidada por um colega de escola para ir à casa de um amigo, onde foi violentada sexualmente. Até o momento, dois dos jovens envolvidos se entregaram à polícia.

