96 pessoas trans e travestis foram vítimas de homicídio no Rio de Janeiro desde 2017. O estado foi o quinto com mais assassinatos de transsexuais nos últimos oito anos no país. As informações são de um levantamento da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), divulgado nesta segunda-feira (26).
Segundo a pesquisa, o Brasil teve uma queda no número de episódios letais de transfobia em 2025, mas continua sendo o país que mais mata trans e travestis. Foram registradas 80 mortes no país no ano passado — uma queda de 34% em relação a 2024. Mesmo assim, a média ainda supera os índices de outros países, conforme aponta estimativa da Antra. O Rio seguiu a tendência nacional de queda nos casos, com três casos de mortes de pessoas trans em 2025.
Nordeste concentra casos de assassinato de trans e travestis; maioria das vítimas é negra e tem menos de 35 anos
Quem liderou a lista de assassinatos em 2025 foram os estados do Ceará e de Minas Gerais. Ao todo, oito pessoas trans e travestis foram mortas em cada um deles. A região Nordeste voltou a ser a que mais concentrou casos no ano. No acumulado dos últimos oito anos, no entanto, o estado brasileiro que mais matou transsexuais foi São Paulo. Foram 155 homicídios desde 2017.
A pesquisa também revela uma tendência no perfil das vítimas. Segundo o levantamento, em cerca de 70% dos casos do ano passado, os crimes são efetuados contra pessoas trans e travestis pretas e pardas. Além disso, 77% das vítimas assassinadas em 2025 tinham menos de 35 anos. As duas porcentagem seguem a tendência dos últimos anos.
Segundo a Antra, o dossiê com os dados será enviado para o Ministério dos Direitos Humanos do Governo Federal.

