A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), representando o Ministério Público Eleitoral (MPE), se posicionou nesta terça-feira (7) a favor da realização de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro. O parecer foi apresentado na reclamação do PSD do Rio, que questiona a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de realizar um pleito indireto.
O parecer destaca que a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL), feita na véspera do julgamento do TSE, não altera a causa da vacância, que decorre da cassação por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Segundo a PGE, a situação exige que os eleitores tenham a palavra final na escolha do novo governador, garantindo a participação popular.
Renúncia de Pampolha, ex-vice governador, foi aceita por acontecer quase um ano antes da condenação
O vice-governador da chapa, Thiago Pampolha, havia renunciado em maio de 2025 para assumir cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Nesse caso, o PGE considerou a renúncia válida, enquanto a cassação de Castro mantém a vacância de natureza eleitoral, tornando obrigatória a realização de eleições diretas.

