A ala de direita conservadora da Câmara do Rio derrubou, nesta terça-feira (24), o projeto de lei que buscava reconhecer a Parada do Orgulho LGBTI+ de Copacabana como de interesse cultural, social e histórico da cidade. A proposta é de autoria da vereadora Monica Benício (PSOL).
Ao todo, a proposta recebeu 31 votos, sendo 16 contrários e 15 a favor, e acabou sendo rejeitada e arquivada na Casa Legislativa. O movimento contrário foi liderado pelo líder do PL, Rogério Amorim, seguido por sua bancada e por vereadores do Podemos, Solidariedade, Republicanos, PRD, MDB, PSD e União Brasil.
Bancadas do PSOL e do PT defenderam o reconhecimento da Parada LGBTI+
A Parada LGBTI+ do Rio surgiu em 1995, quando a Marcha pela Cidadania encerrou a conferência da Associação Internacional de Gays e Lésbicas (ILGA) na cidade, tornando-se a primeira do país. Desde então, o evento ocorre anualmente em Copacabana, organizado pelo Grupo Arco-Íris.
Antes da rejeição, Monica defendeu que, pelo grande impacto social, cultural e político do evento ao longo de quase três décadas, é justo reconhecê-lo como tal. A fala recebeu apoio em plenário dos vereadores Maíra do MST (PT), Leonel de Esquerda (PT) e Willian Siri, líder do PSOL.


