Após ser renomeado a tempo de receber R$ 68 mil no acordo de resultados da Prefeitura do Rio, Ronnie Aguiar Costa, um dos mais antigos colaboradores do prefeito Eduardo Paes (PSD), foi exonerado novamente depois de apenas duas semanas — desta vez, com o bolso bem mais cheio.
A exoneração relâmpago foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (5) — mas em código. O prefeito não citou o seu nome, mas excluiu o cargo. E, em letras miúdas, alertou: “os ocupantes dos cargos comissionados extintos neste ato ficam automaticamente exonerados ou dispensados”.
O fato de Ronnie ter sido nomeado a tempo de receber o generoso adicional já tinha revoltado os servidores do Rio, que andam às turras com o prefeito. Daí, talvez, a exoneração ter sido tão discreta.
Procurada, a Prefeitura do Rio não quis comentar a movimentação do fiel escudeiro de Paes.
Entre nomeações e exonerações
Em 5 de abril deste ano, Ronnie deixou o cargo de presidente da Riotur, no prazo de desincompatibilização para a eleição de outubro. Não para ser candidato, e sim para ajudar Paes na campanha pela reeleição.
Passado o pleito, no Diário Oficial de quarta-feira (23), foi renomeado como assessor-chefe no Apoio Operacional do Gabinete do Prefeito. Exatamente cinco dias antes de ver cair na conta a gratificação paga aos funcionários municipais que atingiram as metas estipuladas para cada órgão no ano de 2023.


Tá foda, Sr. Prefeito!
Essa turminha aí só veio para usurpar os direitos dos servidores, exaurir os recursos financeiros, detonar a grana e sair fora. Hoje percebemos que as gratificações criadas para “servidor público”, não passam de MEIOS para distribuir dinheiro entre os comparsas do prefeito, porque para os servidores só foi merreca. Nem aquele reajuste ridículo de 5% foi dado. Os direitos estão sendo cassados. Os servidores concursados estão sendo esculachados. É só quem ganha são os nomeados do prefeito. Olha a RioEventos! Uma empresa que tinha +/- 20 funcionários, foram criados mais de 200 cargos nesta empresa para que fossem dados para assessores do prefeito, de vereadores e lideranças políticas ligadas a diversos vereadores. O mesmo acontece com as outras empresas públicas.