Após promover uma demissão em massa na estrutura do governo do estado, a gestão interina de Ricardo Couto começou a recuar em parte das exonerações. Levantamento consolidado dos atos publicados ao longo de abril mostra que 62 desligamentos foram tornados sem efeito, permitindo o retorno de servidores aos cargos ou a regularização funcional dentro da administração pública.
Os recuos ocorreram entre os dias 13 e 30 de abril e atingem diferentes órgãos da máquina estadual. A maior concentração está na Secretaria de Estado da Casa Civil, responsável por 46 dos 62 atos anulados, o equivalente a 74,1% do total.
Também houve reversões na Secretaria de Estado de Governo, com 8 casos, além de registros pontuais em outras estruturas, como a Secretaria de Habitação, a Secretaria da Mulher, a Controladoria-Geral do Estado, o Gabinete de Segurança Institucional, o IEEA e o Detran-RJ.
Ao todo, desde o início da reestruturação administrativa, já foram registradas mais de 900 exonerações no estado do Rio. O movimento atinge principalmente cargos comissionados e funções estratégicas em diferentes secretarias e fundações.
A revisão parcial dos desligamentos ocorre após a chamada “devassa” promovida pela gestão interina, que inclui auditorias internas, reavaliação de contratos e revisão de nomeações em diferentes áreas da máquina pública.
Segundo o governo, as exonerações estão relacionadas a um pente-fino que identificou inconsistências funcionais e necessidade de ajustes administrativos, o que levou à reavaliação de parte das exonerações já publicadas.
Apesar do recuo pontual, a expectativa é de que o processo de revisão continue nas próximas semanas, com novos cortes e ajustes atingindo outros setores da administração estadual, especialmente áreas ligadas à articulação política e à execução orçamentária.
COM FÁBIO MARTINS
Lista das exonerações tornadas sem efeito (abril de 2026)
Secretaria de Estado da Casa Civil (46)
Nathalia Silva Cavalcanti
Claudineia Belem de Assis Conde
Natalia Velasco de Nijs Ouverney
Jonathan da Silva Oliveira
Luis Vitor dos Santos Dias
Alan Matheus dos Reis Palma
Radames Gonzaga da Silva
Ingrid da Silva Nascimento de Souza
Danilo Lima Ferreira
Richard Carneiro Rabello
Marinês Josefa de Brito
Malcom Junior Assis Siqueira da Silva
Marco Aurélio Garritano e Silva
Gustavo Mello de Azevedo
Yuri Soares Gondim
Thiago Cavalcanti Barros Gonçalves
Sheila de Moraes Faya Rodrigues
Nadia Ferreira da Rosa
Alvaro Lima Machado
Bruna Dias Gomes
Helloiza da Silva Medeiros
Cláudio de Souza Quaresma
João Vicente de Mattos
Matheus Leite de Lima
Roberto Carlos Silva da Costa
Nara de Aguiar Marques Anchieta
John Rodrigues Brasil
Maria Elenice Gomes da Costa
Ellen Affonso Camargo
Juliane dos Santos Júlio
Viviane Silva Teixeira de Lima
Matheus Malaquias dos Santos
Secretaria de Estado de Governo (8)
André Luis da Silva Flores
Rogério dos Santos Cornélio
Ramon Desidério da Rocha
Maria de Fátima Anjos de Oliveira
Felipe da Cruz Santana
Hélio Márcio Victor da Silva
Liliane Francisco do Nascimento
Secretaria de Estado de Habitação de Interesse Social (2)
Vanessa Paschoal Oliveira
Isaquy Fernandes Silva Moreira
Outros órgãos (IEEA) (1)
Erick Estella de Vasconcellos Gonçalves
Secretaria de Estado da Mulher (1)
Leila Curty Siqueira
Detran-RJ (1)
Suelen Dias Pereira
Controladoria-Geral do Estado (2)
Iaskara Nildes Silveira Profeta
Jonas Silva dos Santos
Gabinete de Segurança Institucional (1)
Bruno Ogliaruso Saad


Casa de ferreiro… Como se trata do Executivo voto direto, governabilidade por representação e ciclo, natural que haja funções de confiança e afinidade política. Difere do Judiciário, que vitalício, com o poder sem controle direto do contribuinte. Quem dera houvesse de fato eficiência e moralidade em todos os poderes da administração pública. Quem vigia o vigia? Esperamos que a mesma caneta haja no Judiciário e demais órgãos de justiça do estado.
Mas servidor público estatutário não pode se demitir. Tem cargo público permanente e só pode pedir exoneração e aguardar que a administração aceite. Abandono de cargo público é crime. A menos que haja vários contratados sob CLT cuja demissão inviabilize o funcionamento regular do órgão. Ainda assim, não pode cair fora na hora que quer. Tem que substituir conforme possível. Ricardo Couto é especialista em Direito Administrativo e a indicação de quadros da Procuradoria do Estado para cargos de confiança mostra que a gestão da administração está sendo muito efetiva. E quem quer que entre lá depois vai encontrar tudo limpinho e, se sujar, todo mundo vai ver.
Rj esta tomado por milicias corruptos e traficantes ninguem consegue moralizar