O governador Cláudio Castro (PL) exonerou, a pedido, no Diário Oficial desta terça-feira (03), a secretária estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Rosângela Gomes. Deputada federal, ela vai voltar a Brasília para apresentar as emendas de seu interesse. Rosângela, no entanto, está no governo na cota do Republicanos — que tem outros planos para a vaga.
No partido comandado pelo prefeito de Belford Roxo, Waguinho, no estado, e pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha na capital, há uma disputa sobre quem vai ser o indicado para o governo do estado. Nesta segunda-feira, na inauguração do restaurante popular de Nova Iguaçu, Castro rasgou elogios a Rosângela e pediu ao Republicanos que não a tire do governo.
A situação, porém, é bem tensa. Se ela sair, vai gerar um efeito cascata difícil para o partido administrar. Onde colocar o bispo Luís Carlos Gomes, ex-presidente estadual do partido que, suplente, estava na Câmara ocupando o lugar da deputada?
A primeira opção foi a Fundação Santa Cabrini, mas o presidente do órgão, Clécius Silva de Sousa, foi indicado pelo deputado estadual Danniel Librelon. Um padrinho poderoso. Além de líder do Republicanos na Assembleia Legislativa, Librelon é coordenador, no Rio, do Grupo Arimateia, o braço político da Universal do Reino de Deus.
Enquanto nada se decide, na mesma edição do Diário Oficial, Castro designou o chefe de gabinete, Anderson de Azevedo Coelho, para responder pelo expediente da pasta.
A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos se manifestou por meio de nota.
“A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos segue no comando de Rosangela Gomes. Deputada federal, a parlamentar se licenciou essa semana apenas da pasta para votar emendas importantes para a política de assistência social do Estado do Rio de Janeiro. Neste curto período, Anderson Coelho, chefe de gabinete, responderá pela função de maneira interina.”


Uma secretária sucateada, envolvida em vários esquemas de rachadinhas e cargos fantasmas. Abrigos mal gerenciados e programas feitos com a UERJ somente para beneficiar o alto escalão do partido, nomeando pessoas indicadas com remunerações acima de 4K.