Diversos manifestantes foram expulsos da galeria da Câmara do Rio, nesta terça-feira (24), durante protesto em prol do projeto que buscava reconhecer a Parada do Orgulho LGBTI+ de Copacabana como de interesse cultural, social e histórico da cidade. A proposta, da vereadora Monica Benício (PSOL), foi rejeitada por um movimento da ala conservadora da Casa Legislativa.
A decisão foi tomada pelo presidente da sessão, Paulo Messina (PL). Inicialmente, ele pediu que permitissem a continuação da sessão, mas, ao persistirem nos protestos durante a fala do líder do PL, Rogério Amorim, Messina acionou os seguranças para retirá-los da galeria.
Direita derrubou a proposta do PSOL
O projeto recebeu 31 votos: 16 contrários e 15 a favor, sendo assim rejeitado e arquivado. O movimento contrário foi liderado por Rogério Amorim e contou com o apoio de sua bancada, além de vereadores do Podemos, Solidariedade, Republicanos, PRD, MDB, PSD e União Brasil.
A Parada LGBTI+ do Rio teve início em 1995, quando a Marcha pela Cidadania encerrou a conferência da Associação Internacional de Gays e Lésbicas (ILGA) na cidade, tornando-se a primeira do país. Desde então, o evento ocorre anualmente em Copacabana, organizado pelo Grupo Arco-Íris, que estava entre os manifestantes na galeria.

