A base do prefeito Eduardo Paes (PSD) na Câmara do Rio se solidarizou com o secretário municipal de Defesa do Consumidor, João Pires, vítima de um ataque de criminosos na noite desta segunda-feira (16). O líder do governo, Márcio Ribeiro, afirmou que, em situações como essa, é preciso torcer para que se trate apenas de um assalto e não de uma perseguição política.
“A gente tem que torcer para que o que tenha acontecido seja apenas um assalto, porque temos medo de algo pior: perseguição política e o aparelhamento das forças policiais”, disse o parlamentar, reforçando a narrativa do PSD após a prisão do vereador Salvino Oliveira.
‘Muito medo do aparelhamento das forças policiais’
Além disso, Ribeiro voltou a criticar o governo de Cláudio Castro (PL), principal grupo político de oposição a Paes nas eleições de outubro para o Palácio Guanabara.
“Por este governo viver um desgoverno total, continuamos com muito medo do aparelhamento das forças policiais e de que elas possam agir a serviço da política, em vez de garantir a segurança da população carioca”, finalizou.
Vereador do PL chama de irresponsabilidade tratar ataque como tentativa de homicídio
A base de Cláudio Castro também entrou no debate. O vereador Rafael Satiê (PL), apesar de elogiar o trabalho de João Pires à frente da secretaria, fez um contraponto ao discurso e classificou como “Irresponsabilidade” tratar o caso como tentativa de homicídio
“Não precisa ser especialista para entender que quem quer matar alguém, quem quer executar, não vai abrir a janela e apontar um fuzil — vai sair atirando. Muitas vezes, infelizmente, acaba acontecendo de um homicida matar a pessoa errada, pela pressa ou por não saber exatamente quem está dentro do carro, porque é assim que eles fazem”, pontuou Satiê.
João Pires foi perseguido em rodovia de São Gonçalo
O secretário, que ganhou notoriedade nas redes sociais com operações do Procon Carioca, sofreu uma perseguição na Rodovia RJ-106, em São Gonçalo. Ele estava em um Jeep blindado quando criminosos armados o seguiram por cerca de dois quilômetros, chegando a apontar um fuzil.
Após o ocorrido, Pires foi à 75ª DP (Rio do Ouro), em São Gonçalo, onde o caso foi registrado como tentativa de roubo. Segundo a Polícia Civil, um procedimento investigativo foi instaurado na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) para apurar os fatos.

