O presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), pediu uma nova licença do mandato de deputado para tratar de “assuntos de caráter particular”. A decisão foi publicada no Diário Oficial e prevê afastamento das 17h desta terça-feira (10) até o fim da quinta-feira (12).
O período coincide com as sessões plenárias da casa. No entanto, a ausência desta terça será contabilizada, já que a licença só começa a valer às 17h, após o final da sessão. O parlamentar soma agora duas faltas em plenário e 28 dias de licença.
Pelo regimento, deputados estaduais podem se ausentar por até 120 dias por ano por motivos particulares.
Bacellar está afastado da presidência da Alerj por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de ligação entre agentes públicos e o crime organizado no estado.
O deputado não aparece na Alerj desde antes da prisão.
Relatório da PF afirma que Bacellar liderava ‘núcleo político’ do CV
Desde o último pedido de licença, um relatório da Polícia Federal enviado ao STF trouxe novas acusações contra o deputado.
No documento de 188 páginas, os investigadores afirmam que Bacellar exercia “a liderança do núcleo político” do Comando Vermelho. Segundo a corporação, o parlamentar teria atuado como elo político da facção, oferecendo sustentação institucional e proteção a interesses do grupo criminoso.
De acordo com o relatório, o peso político de Bacellar o teria colocado em “posição estratégica dentro da estrutura criminosa”, permitindo inclusive o vazamento de informações sobre operações policiais.


