Interditada há pouco mais de um mês, a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, segue no centro de um impasse envolvendo a transferência dos tanques de combustível que estão lá. Depois de o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) concordar com a refinaria sobre os riscos de tirar o material de lá por meio da Avenida Brasil, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) rebateu, em nota, o argumento e reforçou a ordem para retirar os combustíveis.
A Refit, com o apoio do parecer do Inea, afirma que retirar os tanques mobilizará uma grande frota de caminhões transportando material explosivo por “uma das vias mais movimentadas do Rio”.
A ANP, no entanto, afirma que a operação demandaria menos de 10% do volume de veículos que a própria refinaria já chegou a movimentar mensalmente na Avenida Brasil em períodos de atividade normal.
Segundo a nota da Agência, a Refit usou, em agosto do ano passado, 9,3 mil caminhões transportando combustível. Para retirar todo o material que ainda está lá, precisará de 950.
Para ANP, risco é maior se combustível continuar na Refit
Na nota, a ANP afirma que “não desconsidera os riscos relacionados” à operação de remoção do combustível. Apesar disso, para o órgão regulador, o risco é “grave e iminente” caso o material continue na refinaria interditada, o que reforça a necessidade de iniciar a retirada.
A ANP reiterou o “espírito de mútua colaboração com os órgãos ambientais”.
A Refit foi totalmente interditada no fim de janeiro, após uma fiscalização da ANP identificar que o funcionamento das instalações poderia representar risco de acidentes e incêndios. A refinaria já operava sob restrições desde o ano passado.
Com informações do jornal “O Globo”.

