Que o sergipano André Moura perdeu força com o afastamento do presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), até as pedrinhas do Buraco do Lume já sabem. Mas o fato é que o secretário estadual de Governo (e da Representação do estado em Brasília) passou a ser o principal alvo de novos e antigos poderosos, e agora está na corda-bamba — sem rede de proteção.
O governador Cláudio Castro (PL) deve substituí-lo — ao menos na pasta do Governo — antes mesmo de o secretário pedir exoneração para disputar, pelo seu estado natal, uma vaga no Senado. Até porque, estamos em ano eleitoral, o primeiro semestre é decisivo e não convém ao governador arriscar o apoio da Assembleia num momento delicado como esse.
Daí que a saída do rapaz já está decidida. O novo problema passou a ser a escolha do substituto.
O dono da caneta dourada do Palácio Guanabara anda cogitando pôr no lugar o seu protegido na Câmara do Rio, Diego Faro (PL). O moço é compadre e amigo de longa data do governador, com quem chegou a dividir o palco na época da banda gospel “Em nome do Pai”. Na campanha a vereador, contou com toda a ajuda de Castro, de quem foi subsecretário de Ações Comunitárias e assessor especial no gabinete.
Vereador cotado para substituir André Moura não se destaca na interlocução com a Assembleia
Mas falta combinar com os russos. Os mandachuvas da Alerj não dão a mínima para Faro, considerado por eles um político apagado. Mesmo com a forcinha de Castro, o moço quase não se elege — foi o último do PL a conseguir a vaga. No mandato, pouco tem se destacado.
E, como se sabe, uma das principais funções do secretário de Governo é justamente tocar a bola no meio de campo, entre o Palácio Guanabara e o parlamento.

