Secretário de Assuntos Parlamentares no governo federal, André Ceciliano (PT) avisa à turma do boato que não quer o mandato-tampão de governador do Rio, quando (e se) Cláudio Castro (PL) renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Senado em 2026.
Também não quer mais saber de buscar um lugar ao sol no Congresso Nacional.
Nos últimos tempos, Ceciliano só pensa naquilo: voltar à Assembleia Legislativa e disputar, mais uma vez, a presidência da casa.
“Sei que não vai ser fácil, mas é isso”, diz, no intervalo entre uma reunião e outra com políticos dos mais diferentes municípios, em tarde de encontros numa churrascaria na Zona Sul do Rio.
Com cinco anos na presidência da Alerj, Ceciliano ficou conhecido no interior
Na política, como na matemática, os números são fundamentais — mas, ao contrário do que acontece “nas exatas”, no campo do poder os algarismos podem esconder grandes mistérios. Daí que os líderes partidários estão sempre com uma calculadora nas mãos.
Ceciliano espera contar com o apoio declarado de 12 prefeitos. Mas com o jeitinho carioca de apoiar veladamente, a ajuda de mais uns 30. Fora os vereadores, ex-vereadores, ex-prefeitos, ex-deputados…
“Os que não vão poder assumir e declarar o apoio, vão destacar alguns vereadores para me ajudar”, conta Ceciliano, que aproveitou a passagem pelo comando da Alerj de 2017 (inicialmente, como interino) a 2022, para espalhar amizade pelo interior.

