O novo secretário de Ambiente e Sustentabilidade do estado do Rio, Rodrigo Mascarenhas, identificou uma suposta estrutura de funcionários fantasmas instalada na pasta durante a gestão de Bernardo Rossi.
Segundo uma auditoria interna, o total de servidores saltou de 143 para 354 — um aumento de quase 150% — no período em que Rossi esteve no comando. Ele esteve à frente da secretaria durante a maior parte da gestão de Cláudio Castro no governo do estado. Foi substituído por Diego Faro, que teve uma passagem relâmpago pelo cargo: de 19 de março ao final de abril de 2026
Ao todo, o novo secretário já pediu a exoneração de 250 servidores desde que assumiu a pasta.
Funcionários fantasmas ocupavam gabinete do secretário
A maior concentração de cortes ocorreu no próprio gabinete do secretário, que abrigava mais de 160 pessoas. Atualmente, restam apenas 18. Segundo Mascarenhas, há indícios de que a maior parte desses servidores eram funcionários fantasmas no gabinete.
“Eu chamei a pessoa responsável pelos recursos humanos e pedi para ela me apresentasse a lista de pessoas. No gabinete do secretário, havia mais de 130 pessoas. Eu perguntei se essas pessoas trabalhavam, ela olhou e disse: ‘Não’. Só no primeiro dia, foram 82 exonerações”, afirmou o secretário.
Pasta da filha de Thiago Rangel foi extinta
Além dos cortes, o novo secretário também determinou uma reestruturação interna na Secretaria de Ambiente. A mudança resultou na extinção de duas subsecretarias: a de Conscientização Ambiental e a de Manutenção de Áreas Verdes Urbanas.
Segundo o Mascarenhas, as estruturas também faziam parte de um esquema de funcionários fantasmas e serviam para abrigar apadrinhados políticos. Uma delas, a de Conscientização Ambiental, era comandada por Thamires Rangel.
Ela é filha do deputado estadual Thiago Rangel, preso pela Polícia Federal em maio sob acusação de fraudes na Secretaria de Educação,
“Não localizamos nenhum projeto, nenhuma ação no que diz respeito à subsecretaria”, disse o secretário.
Novo secretário criou duas subsecretarias
Como parte da reorganização, as duas estruturas desativadas deram lugar às subsecretarias de Economia Circular e de Recursos Hídricos e Resíduos. Além disso, a Subsecretaria de Infraestrutura Ambiental passou por 22 exonerações e acabou rebaixada ao status de superintendência.
A nova gestão instaurou, ainda, grupos de trabalho para revisar licenças ambientais suspeitas concedidas a grandes empresas. Um dos alvos é a refinaria Refit, segunda maior devedora de impostos do estado, que obteve a renovação de sua licença em 2024 mesmo após alerta da área técnica do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) sobre riscos de contaminação.
Com informações da TV Globo.

