O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros pela morte de Henry Borel, entra, nesta segunda-feira (01), em seu oitavo dia consecutivo, se tornando o mais longo realizado no estado do Rio desde a reforma do Código de Processo Penal que alterou as regras do Tribunal do Júri, em 2008.
Até então, o recorde recente pertencia ao julgamento da ex-deputada Flordelis, realizado em novembro de 2022, que durou sete dias até a leitura da sentença. Ela foi condenada a 50 anos e 28 dias de prisão pelo assassinato do pastor Anderson do Carmo, morto a tiros em junho de 2019.
No júri do caso Henry Borel, já foram ouvidas 17 pessoas até o momento. Inicialmente, o processo contava com 27 testemunhas listadas pelas partes e pelo juízo, duas delas, porém, foram dispensadas ao longo do julgamento, reduzindo o total para 24 depoimentos previstos. Entre os ouvidos até agora estão delegados, peritos, médicos-legistas, ex-companheiras de Jairinho, funcionárias que conviviam com a família, o pai de Henry, Leniel Borel, familiares de Monique e, no domingo (31), a babá.
Nesta segunda (01), o oitavo dia do julgamento terá o depoimento do perito do Instituto Médico-Legal (IML) responsável por assinar os laudos de necrópsia e os laudos complementares sobre as lesões encontradas no corpo da criança.
Babá acusa Monique Medeiros de mandá-la apagar mensagens
No domingo (31), sétimo dia do julgamento da morte de Henry Borel, a babá Thayná de Oliveira Ferreira confirmou o desejo de se retratar de versões anteriores e revelou episódios que considerou suspeitos. Ela afirmou que, após a morte do menino, recebeu orientações para apagar mensagens e minimizar relatos sobre a família: “Apaga as mensagens. Vão te perguntar, fala o mínimo. Fala que a nossa relação era muito boa”, disse o atribuir a orientação a Monique. O pai de Jairinho, Jairo Souza Santos, também prestou depoimento.
Com informações do G1.

