Após o governador interino Ricardo Couto abrir o jogo com a proposta de limitar em 10% os cargos comissionados nas secretarias estaduais e o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), ajustar as cartas na mesa ao enviar à Câmara um projeto que reduz esse teto para 5% dos servidores do município, a disputa sobre o tamanho da máquina pública ganhou mais uma rodada — desta vez, com tons de pré-campanha eleitoral.
O pré-candidato ao governo do estado pelo Partido Novo, André Marinho, pegou carona na discussão (que é séria), dobrou a aposta e defendeu, caso seja eleito, um corte ainda mais agressivo: reduzir os cargos comissionados para 2,5% do quadro de servidores concursados nas repartições públicas estaduais.
Resta saber como ele fez as contas do que é suficiente para manter a máquina do governo rodando — e como separar o que é proposta real do que é bravata eleitoral.
“Enquanto o sistema briga por privilégios e cabides de emprego, nossa proposta (…) vai acabar com a compra de favores e devolver dezenas de milhões por mês para a segurança e a saúde do Rio”, afirmou em publicação nas redes sociais.
A proposta, segundo ele, mira a valorização de quadros técnicos em detrimento de indicações políticas.


